quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O cliente só quer preço? será?


Oi pessoal,

Após uma conversa com uma das leitoras deste blog, tive a idéia de procurar algo que a ajudasse, pois ela estava com um problema de alta concorrência e essa concorrência tinha o preço bem mais baixo que o dela.

Encontrei esses dias, um vídeo muito interessante. Nele, um dono de uma borracharia, que por sinal é um bom empreendedor, pois vi alguns vídeos de palestras dele.

Ele fala sobre a concorrência sobre o preço, principalmente sobre não ficarmos oferecendo apenas preço aos nossos clientes. Fala sobre a diferença entre custo e valor do produto. Fala sobre a diferenciação através de serviços, as consequências que o "vender barato" traz para a empresa, dentre outras coisas bem interessantes. Abaixo segue o link do vídeo:

Deixem seus comentários, sobre o que acharam, por favor. Podemos ter uma bela discussão sobre esse assunto.

http://br.youtube.com/watch?v=Om0lkD3x-OY

um abraço a todos

domingo, 21 de setembro de 2008

ATÉ ONDE IR NUMA NEGOCIAÇÃO


Uma negociação é algo muito complicado, pois envolve um conflito de interesses. Cada um dos lados tem uma proposta a fazer e quer obter o máximo de vantagens na negociação.

É muito importante, que aquele que vai vender, pense bem e se coloque no lugar daquele que vai comprar o seu produto, avaliando se ele terá condições de comprá-lo no preço e condições desejadas.

É muito comum, o cliente pechinchar, para conseguir baixar o preço ou para conseguir mais benefícios junto do produto. O vendedor tem de ter consciência dessa situação e planejar minuciosamente, até onde ele poderá ir.

O vendedor tem de pensar numa proposta, que agrade tanto ao cliente, quanto a ele mesmo. Se ele vender o produto em condições desfavoráveis ao cliente, é bem provável que o cliente não queira mais comprar do vendedor, futuramente. Uma negociação só foi bem sucedida, de verdade, se o cliente sair satisfeito ao final da negociação.

Mas cuidado, é extremamente importante que o cliente saia satisfeito, mas também é importante que você saia satisfeito após a venda. Você tem de vender um produto ou serviço, em condições que não prejudiquem a sua empresa, principalmente quando se irá prestar um serviço muito longo. Se você se der mal na negociação, ficará com um sentimento ruim por meses, pois trabalhará muito e receberá pouco por um longo tempo.

A alguns poucos dias, estava negociando com um cliente, sobre a criação de um sistema. Eu ofereci um certo valor pela criação do sistema e um outro valor pela manutenção. O cliente achou muito cara a manutenção cobrada, depois disse que não iria querer manutenção, ou seja, nem quis negociar o preço da manutenção. Foi aí que a negociação ficou ruim para mim, pois já estava vendendo o sistema a um preço bem abaixo do mercado e ainda por cima, seria sem manutenção posterior. Foi aí que fiquei numa grande desmotivação em vender este serviço, pois não me traria retorno a médio e longo prazo. No fim, nada ficou acertado. O cliente disse que iria conversar com outra pessoa que também tinha oferecido este serviço e depois entrava em contato comigo.

Após sair da negociação, percebi que o problema não estava no valor cobrado pela manutenção. O problema é que eu não soube vender o sistema corretamente. Normalmente, planejo minuciosamente cada mínimo detalhe da reunião da negociação, porém desta vez não o fiz. Passei uma semana meio desmotivadora e acabei não planejando bem a minha apresentação. Poucos minutos depois da reunião, percebi muitas coisas que eu deveria ter dito, sobre a importância dessa manutenção e o ganho que o cliente teria com isso e como valor da manutenção seria facilmente recuperado com o aumento no lucro que o sistema iria proporcionar.

Para não ficar com a consciência pesada, decidi enviar mais uma proposta ao cliente (dessa vez por e-mail), oferecendo condições diferentes das estabelecidas na reunião. Falei com total sinceridade, sobre os motivos de não poder ceder além daquilo e espero que eu consiga conquistar mais esse cliente.

Numa negociação tenha sempre em mente essas duas coisas:

  • Tenha respeito pelo cliente e pelo bolso dele.

  • Tenha respeito pela sua empresa e não desvalorize o seu trabalho e seu esforço.


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O problema não é meu...


Encontrei esse vídeo bem interessante sobre trabalho em equipe. O mesmo mostra uma situação que acontece bastante hoje nas empresas e também em nossas vidas.

Um problema ocorre, mas é bem pequeno. Ninguém decide resolvê-lo por que é bem pequeno e ninguém tem a responsabilidade sobre aquele tipo de problema. Assim, o problema fica maior e maior, até que chega a um ponto quase incontrolável, então vc terá de ver o final dessa história no vídeo abaixo e verá que essa situação ocorre com frequência na via de cada um de nós.

Não é problema meu

O organograma ideal para as empresas


Há muitos e muitos anos, o mesmo modelo de organograma é usado pelas empresas. Esse organograma até hoje ainda é muito usado. Porém, vem surgindo um novo conceito de organograma, que não é voltado para a hierarquia da empresa e sim, para o cliente.

O organograma tradicional tem, em geral, o presidente da empresa no topo, depois vem o vice-presidente, depois os gerentes, sub-gerentes, depois o restante dos funcionários de cada departamento. Todos já devem ter visto isso.

Aprendi num dos cursos que fiz no Sebrae, que esse organograma não é o mais adequado, pois o mesmo é voltado apenas para dentro da empresa e o cliente nem é lembrado.

A figura do dono do negócio aparece como a mais importante na organização e conforme a pirâmide desce, vê-se claramente que os outros integrantes da empresa não têm muita importância.

Na minha opinião, esse organograma ainda é muito usado, por desconhecimento da existência de outros e também porque ele apresenta quem tem mais poder dentro da empresa (e as pessoas amam o poder).

Um novo modelo de organograma mais interessante, é o da imagem apresentada neste artigo:

Como podemos ver na figura, nesse organograma, o cliente tem o maior destaque e toda a estrutura da empresa está voltada para atendê-lo e isso é o que deveria ser feio, na minha opinião. Esse organograma não procura mostrar se um cargo é mais importante que o outro. Ao invés disso, ele demonstra qual a posição de cada jogador no time (empresa) que está jogando no campeonato (mercado) para vencer a partida onde se busca conquistar novos clientes e manter os antigos.

Apesar do organograma estar incompleto, dá para perceber que a estrutura da empresa está agora posicionada para o lado externo, como um time que tem o mesmo objetivo e não uma estrutura centrada em si mesma.

Dá para notar também, a importância que deve ser dada para os funcionários mais próximos do cliente, principalmente aqueles que têm contato direto com ele, como os vendedores, por exemplo. Pois esses funcionários serão boa parte da imagem da empresa para os clientes.

Alguns devem se perguntar: “mas o organograma é só um desenho, por que eu deveria me preocupar tanto com ele”. Realmente o organograma é apenas um desenho, mas é um desenho que diz muita coisa sobre o que a empresa é. O organograma tradicional serve apenas para que as pessoas na empresa saibam quem manda em quem, na minha opinião. Já esse modelo mais “moderno” deixa claro para todos, que aquele que mais influencia a empresa é o cliente e que todas as suas ações são voltadas para ele.

Andei pesquisando e vi que várias empresas já estão adotando esse novo modelo de organograma. Ao alterar seu organograma (ou fluxograma, não sei o nome correto) e fazendo com que ele seja voltado para o cliente, a empresa não está apenas mudando um desenho e sim, fazendo um novo mapeamento de sua estrutura interna. Dessa forma, a empresa pode ver qual a melhor forma de se organizar internamente, para que melhor possa servir a seus clientes.

Não adianta fazer um desenho do novo organograma e a empresa continuar do mesmo modo. O mais importante é mostrar que a empresa é voltada para o cliente, através de ações e não somente com palavras e desenhos. Os desenhos servem apenas como uma forma de organizar o planejamento de uma forma bem clara e fácil de entender.

sábado, 13 de setembro de 2008

Somos fruto das nossas escolhas

O vídeo abaixo, fala sobre as escolhas que fazemos em nossa vida e o que elas impactam na mesma. Ele foi feito pela cidade do cerebro: www.cidadedocerebro.com.br. É um vídeo motivacional. Vi ele pela primeira vez, numa palestra na feira do empreendedor aqui de Alagoas, em 2007.

http://br.youtube.com/watch?v=kcjvOpimRY4

Quem mexeu no meu queijo?


A parábola conta a história de quatro moradores de um labirinto, em busca de queijo. Dois deles são ratos (sem muita inteliência) e dois são duendes, que possuem o cérebro mais desenvolvido.

Um dia desses, meu irmão leu esta história e me mostrou. Esta história é muito interessante, para demonstrar como devemos reagir diante das mudanças que ocorrem em nossa vida. As mudanças podem vir a qualquer momento e temos de estar preparados para ela. Como nem todos terão tempo para ler a história, eu recomendo que vocês assistam a um vídeo no youtube, que resume esta história. Vale a pena dar uma olhada, recomendo bastante:


obs: eu não assisti o vídeo diretamente do youtube. Se esse vídeo estiver incompleto, me avisem que eu coloco o link correto.

parte 1: http://br.youtube.com/watch?v=2garWG_TV_c
parte 2: http://br.youtube.com/watch?v=VMM914mHqtI

domingo, 7 de setembro de 2008

VIDA DE EMPRESÁRIO É COMPLICADA


Muita gente tem o sonho de se tornar um empresário, por diversas razões: dinheiro, poder, status, chegar na hora em que quiser, não ter patrão, etc.

Para tornar-se um grande empresário, o caminho a ser percorrido é muito longo. Quando vêem alguns empresários de sucesso, muitas vezes, as pessoas acham que ele apenas botou um monte de dinheiro no negócio, trabalhou um pouco por dia e foi crescendo. Não é bem assim que as coisas acontecem.

Um empresário, na fase inicial de sua empresa, tem de ralar e ralar muuuuiito. Ele tem de trabalhar muito mais do que um empregado trabalha numa empresa qualquer. Enquanto um empregado trabalha suas 8 horas, o empresário tem de trabalhar suas 8 e quando vai para casa, continua trabalhando, pois não pode parar.

Ele não tem hora para chegar no trabalho, mas também não tem hora para sair. Não há ninguém o pressionando, para ele começar a trabalhar cedo, mas se ele não fizer isso sempre, ele dificilmente vai crescer.

O empresário tem de fazer muitas renúncias, na busca dos seus sonhos. Algumas delas:

* Ele não vai poder passar muito tempo com sua família.
* Ele não vai poder tirar férias longas.
* Não terá muito tempo para se divertir com amigos.
* Tem de trabalhar todos os dias em tempo praticamente integral.
* Não existirão mais os domingos e os feriados.

Para a maioria das pessoas, essas coisas citadas acima podem ser péssimas, mas a busca de um sonho requer muito esforço e força de vontade. Acho que em qualquer sonho que tenhamos, nós teremos de sacrificar algo para atingí-lo.

Já me perguntaram várias vezes: “como é que você pode gostar de uma vida dessas? Trabalhando todo dia, dia e noite, quase sem tempo para sair?”. Uma das melhores respostas que eu poderia dar é: “Essa é a vida que pedi a Deus”.

A vida de um empresário é cheia de desafios. Todos os dias aparece uma novidade, algo novo para fazer, algo a aprender, alguém para conhecer.

A minha vida toda eu achei minha vida muito monótona, era como se eu vivesse uma vida sem graça alguma. Apesar de não estar passando por algum problema grave, eu sempre sentia que faltava algo em minha vida. Me senti sempre rebaixado, inferiorizado, não me sentia útil. Eu sempre procurava encontrar algo em que eu fizesse alguma diferença, mas durante anos essa busca foi em vão.

Tudo mudou após me tornar um empresário, pois eu me senti útil e vi que a minha presença e o meu trabalho fazia e faz diferença onde eu estou. Apesar de todas as renúncias a serem feitas, o trabalho do empresário é tão prazeroso, que ele não o encara como trabalho. Uma vez, eu vi uma frase que dizia:

“Encontre algo que você realmente ame e você não irá trabalhar um único dia em sua vida”.

Muitas vezes reclamamos dessa vida e gostaríamos de ter um pouco mais de folga, mas na verdade isso é da boca para fora, pois quando o “vírus do empreendedorismo” entra de verdade em nossas veias, nos viciamos nessa vida e não queremos mais sair dela.

sábado, 6 de setembro de 2008

E Eu vos declaro: sócio 1 e sócio 2


A frase do título deste artigo lhe parece um pouco familiar? Mas o que casamento tem a ver com sociedade?

Se analisarmos bem o que é uma sociedade, veremos que ela é mesmo um casamento. Nós passaremos 8 ou mais horas por dia com esse sócio e apenas umas 4 horas com nossa família. É praticamente uma amante. E até uma amante tem de ser bem escolhida (espero que minha namorada não leia este artigo) rsrsrsrs. Brincadeiras a parte, vamos prosseguir.

Fora a convivência constante que já é algo bastante sério, ainda tem uma série de questões que precisam ser vistas:

* Visão de negócio.
* Sonhos e metas pessoais.
* Personalidade.
* Habilidades.
* Atitudes.


Visão de negócio: Se a pessoa que você escolher não tiver uma visão de negócio semelhante a sua, dificilmente essa parceria poderá dar certo. Imagine que você acha que o melhor é ter um foco de mercado e atuar somente com esse público e seu sócio acha que o melhor é atirar para todo lado sempre. Se ele não dá o braço a torcer, por mais que o tempo passe e não quer que o negócio seja do seu jeito, então você vai ter muita dor de cabeça com essa pessoa.

Imagine que você acha que os funcionários são somente mão de obra e só merecem receber um pequeno salário e nada mais, não importa o quanto produzam e não quer mudar de opinião por nada. Se o candidato a sócio, for alguém que tem respeito pelas pessoas e quiser valorizá-las mais, dando bônus e outros incentivos todo mês, então talvez essa pessoa não sirva para ser seu sócio. Toda vez que ele tentar propor algo que melhore a vida dos funcionários e diminua seu lucro, você não vai gostar, vai irritá-lo por se opor à idéia dele e os dois vão se odiar o longo do tempo.

Sonhos e metas pessoais: O seu sócio deverá ter objetivos de ganhos financeiros semelhantes aos seus. Já imaginou se para você o ganho mínimo de salário desejável é R$5000,00 e seu sócio acha que R$1.000,00 é o suficiente. Será que essa pessoa vai se dedicar ao seu negócio tanto quanto você? E se a meta dele é conquistar o mercado local e a sua é conquistar o mercado nacional?

Habilidades: É importantíssimo que seu sócio tenha habilidades complementares as suas. Por exemplo, é importante que um seja mais técnico e o outro mais interessado na administração, porém deve-se tomar cuidado com o nível de complementaridade. Se o candidato a sócio é apenas técnico e não gosta, nem se esforça para aprender algo da área administrativa, pode ser uma má opção tê-lo como sócio, até por que é comprovado que a parte de desenvolvimento dos produtos não corresponde a 10% do negócio e ter um sócio que só faz 10% do negócio, não é algo muito interessante.

Há várias outras coisas que necessitariam de uma análise, mas para encurtar a história, vou falar daquela que eu considero a mais importante.

Só escolha para ser seu sócio, alguém com grande vontade de crescer, alguém que você sabe que crescerá muito mais rápido com ele ao seu lado. Que essa pessoa seja alguém que lutará com unhas e dentes pelo seu negócio. O nível de maturidade no ramo é importante também, mas o item que considero o mais importante mesmo é a capacidade de aprender. Se essa pessoa gosta muito de aprender, se esforça ao máximo para adquirir uma nova habilidade e não fica com medo de qualquer pequena dificuldade, então essa pessoa talvez seja uma ótima candidata a vaga.

Mais uma coisa, não faça sociedade com alguém, apenas por que ele tem muito dinheiro, afinal, dinheiro para um empresário é como pincel e tintas para o pintor: Não servirão de nada se ele não souber usá-los de forma correta.

Esse artigo contém apenas dicas. Faça você mesmo a lista daquilo que você considera mais importante que o seu sócio tenha e após isso, comece a avaliar as vantagens e desvantagens em ter a pessoa desejada como sócio.

Ao escolher seu sócio, não escolha de qualquer modo, nem se apresse, lembre do quanto é difícil encontrar um bom cônjuge para casar. Encontrar o sócio é a mesma coisa, inclusive há um contrato de casamento, que se não for bem feito, poderá lhe prejudicar muito. Depois de casado, é muito difícil de se divorciar, até por que já foi construída uma bela casa, há vários filhos em jogo e repartir tudo isso de forma amigável depois é complicado mesmo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Por que muitas empresas escondem os contratos dos clientes?


Oi pessoal, este artigo é sobre um assunto que me deixa revoltado e com certeza deve deixar qualquer pessoa revoltada. Espero que você jamais faça isso com seus clientes.

Há uma prática no mercado, que eu acho muito suja com o consumidor: a ocultação do contrato. Mas o que é isso?

Algumas empresas fazem alguns contratos bem traiçoeiros com o seus clientes. Alguns têm multas abusivas, alguns dão pouco direito de defesa ao consumidor, dentre outras coisas.

Essas empresas escondem até o último momento o contrato do cliente, só mostrando o mesmo no ato da compra do produto ou serviço, quando muitas vezes este está com pressa e não lê o contrato direito. Você deve estar se perguntando: “mas é só eu pedir uma cópia do contrato antes e já fico sabendo de todas as condições”. Será que as coisas são assim mesmo? Nem sempre. Utilizarei nomes fictícios para não citar nomes de empresas.

Um dia desses fui na empresa X, que oferecia um ótimo serviço, chamado Y. Esse serviço era novo no estado de Alagoas e somente essa empresa fornecia esse serviço e ainda é a única que o fornece. Era a minha grande oportunidade. Fui o quanto antes atrás da empresa X para aderir ao serviço Y, já que ele atenderia a uma enorme necessidade minha.

Fui uma vez visitar a empresa, para saber de todas as condições ao aderir a este serviço. Eles só me passaram algumas coisas boca-a-boca e um papel manuscrito com as formas de pagamento. Pedi que me dessem uma cópia do contrato para que eu analisasse.

A atendente tentou me enrolar bastante até que ela cedeu e resolveu buscar o suposto contrato. Então, após alguns minutos chegou dois papéis em minhas mãos, que falavam com mais detalhes sobre o serviço e multas a pagar, porém aquele não era realmente o contrato e eu não sabia disso, pois não tinha, na época, muito entendimento sobre contratos. Mesmo eu tendo insistido bastante e mostrado que eu não compraria o serviço e assinaria um contrato de 12 meses, sem ver o contrato, eles me enrolaram ao máximo e no final, ainda me enganaram.

Um outro dia, fui para aderir ao tal serviço. Aí tive uma péssima surpresa. Somente de última hora é que eu tive contato com o contrato. Era um contrato com umas 4 páginas, com letras bem miudinhas, certamente feito assim de propósito, para que não leiamos ele.

Depois de ter assinado é que descobri um monte de coisas ruins sobre esse serviço e nenhum vendedor expõe essas coisas e até para achar essa informação tive de rodar 20 minutos no site da empresa, constatando que serviço não era tão bom quanto eu pensava.

Resultado: estou com uma dívida de mais de R$120,00 mensais, durante um ano, com um serviço que não era realmente aquilo que me venderam, com condições muito desfavoráveis a mim e totalmente favoráveis a eles. Em resumo, me lasquei.

Tenho um recado para você que é um empresário. Seja honesto com todos os seus clientes e siga as leis abaixo:

  • Não esconda jamais o contrato do seu cliente.

  • As coisas mais importantes do contrato devem ser explicados antes ao cliente.

  • Forneça uma cópia do mesmo, antes de ele assinar, para que ele leve para casa e revise.

Se você não fizer estas coisas, as chances de você ganhar mais um cliente insatisfeito serão enormes. Sua empresa não pode pensar apenas em ganhar o cliente agora, ela tem de pensar em mantê-lo como cliente para todo o sempre e para isso, você tem de tratá-lo como aquilo que ele deveria ser: a pessoa mais importante da sua empresa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Por que o empresário é tão mal visto por todos?


Após me tornar um empresário, percebi que as pessoas em geral, têm uma péssima imagem a respeito dos empresários.

Eles são vistos como: pessoas que não trabalham, exploradores, cruéis, dentre outras coisas. É uma pena que as pessoas ainda tenham essa visão a respeito dos empresários. Mas será que elas estão certas ou erradas em achar isso? Vamos analisar essa questão:

A maioria das pessoas não pensam por si próprias e não tentam enxergar um modo de fazer as coisas diferente do que os outros já fazem. Por uma certa preguiça de pensar, elas simplesmente agem da mesma forma que os outros, achando que é o jeito certo de agir. Isso aconteceu bastante com as pessoas que se tornaram empresários no passado e com muitos que se tornam empresários hoje em dia, que preferem simplesmente agir do modo “tradicional”.

Infelizmente, a tradição da maioria dos empresários, ainda é a da exploração mesmo. São tantas coisas ruins que eles fazem, que ficamos de boca aberta:

* pagam um péssimo salário, mesmo podendo pagar mais.
* Tratam os funcionários como se eles fossem inferiores.
* Não oferecem treinamento aos funcionários.
* Tratam eles como se fossem apenas mão de obra.
* Gritam e alguns até xingam.
* Não oferecem um bom ambiente de trabalho e nem condições adequadas de trabalho.
* Lucram muito e não dividem um centavo com aqueles que suaram tanto para ajudar a empresa a ter esse lucro.
* Dentre muitas outras coisas.

Quando vejo os marxistas de Plantão, por um lado até entendo o por que de eles falarem tão mal dos empresários. A quantidade de empresários que possuem uma imagem ruim é umas 10 vezes maior do que a quantidade de empresários que possuem uma boa imagem. Isso é como na política. Acredito que haja alguns senadores e deputados federais honestos e decentes, mas a mídia não os mostra, pois dá mais audiência mostrar o que o mundo tem de ruim, do que mostrar o que o mundo tem de bom. Mas essa já é outra história.

Felizmente, cada vez mais estão aparecendo bons empresários, que tratam seus funcionários como gente, oferecem condições dignas de trabalho e valorizam o seu trabalho. Pouca gente vê isso, somente aqueles que acompanham de perto as notícias sobre eles. Tento ao máximo no meu dia-a-dia ser um empresário deste tipo. Acredito que desse modo poderei ir sossegado e feliz para a minha empresa todos os dias, sabendo que os integrantes dela não ficarão com ódio, cada vez que olharem para mim.

Se você é um(a) empresário(a) hoje, pense muito bem no modo como você quer ser visto pelo mundo. Se você quer ser visto como uma grande pessoa, capaz de realizar grandes coisas ou simplesmente mais um “burguês explorador capitalista”. Algumas pessoas não se importam em ser mal vistas pelo resto do mundo, mas eu me importo e por isso não quero ser visto dessa forma. Se você é como eu, então pense bem nas suas atitudes diante das pessoas que lhe ajudam a crescer. Se você ainda não é um empresário, mas gerencia pessoas, no seu dia-a-dia, pense nisso também. Mas se você não se enquadra em nenhum desses casos, obrigado mesmo assim por ter lido esse artigo até aqui.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Conquistar um cliente é como conquistar uma namorada


Todo mundo deve saber o quanto é complicado para um homem conquistar uma garota e as mulheres devem saber como deve ser complicado conquistar um homem.

Pois é, eu usarei esta comparação para mostrar o por que a maioria das empresas não consegue conquistar clientes facilmente e por que é tão difícil fidelizar os mesmos.

Quando você conhece uma garota e se interessa por ela, a primeira coisa que você precisa fazer é conhecê-la melhor. Você precisa saber do que ela gosta, que lugares ela freqüenta, se já tem namorado, como é a sua personalidade e muitos outros dados. Com um cliente em potencial não é a mesma coisa?

De posse dessas informações, precisamos agora abordar a garota de alguma forma. Quando conseguirmos isso, podemos conhecê-la melhor ainda, podemos mostrar quem somos e fazer com que ela nos conheça melhor. Então temos de jogar todo o nosso charme e usar o nosso poder de sedução, discretamente, afim de conquistá-la.

Após conquistá-la, precisamos manter o gosto dela por nós, agradando de diversas formas: chamando para o cinema, dando algum presente, preparar um jantar para ela, ser romântico etc.

Caso não façamos essas coisas periodicamente, a namorada pode se interessar pelas propostas da concorrência (outros homens). Muitas vezes essa concorrência pode ser intensa e se não tomarmos cuidado, as propostas da concorrência podem se tornar mais agradáveis aos olhos dela. Mas se nós cuidarmos bem da nossa cliente, a concorrência nem existirá para ela e ela será fiel a nós.

Analise cada um desses pontos e veja se cada uma dessas comparações não se encaixa perfeitamente com a relação empresa/cliente.

Será que buscamos conhecer o cliente direito antes de contactá-lo? Será que fazemos alguma coisa para seduzí-lo? Será que estamos desgastando a nossa relação com o cliente? Será que a concorrência é tão cruel ou somos nós que nos acomodamos e não damos mais a mesma atenção que demos inicialmente ao nosso cliente?

Fidelizar os funcionários? o que é isso?


Cada vez mais as empresas estão querendo fidelizar os seus clientes, inovando em seus serviços. Hoje elas estão oferecendo melhor atendimento, melhor suporte, entrega a domicílio e uma série de coisas para agradar cada vez mais o cliente e torná-lo fiel à empresa.

Porém algumas dessas empresas não conseguem fazer essa fidelização dos seus clientes externos, por um simples fato: elas não fidelizam os clientes internos. Mas quem são esses clientes internos?

Os funcionários são os clientes internos da empresa. Como é possível fornecer um bom atendimento ao cliente, se o atendente for mal tratado pelos gerentes. Como um entregador vai se preocupar em entregar um produto mais rápido, se não recebe um centavo a mais por isso. Como a empresa vai oferecer um bom suporte aos clientes, se os funcionários deste setor não tiverem boas condições de trabalho. Enfim, antes de fidelizar os clientes, é necessário fidelizar os funcionários, pois serão eles que entrarão em contato direto com o cliente, entregando, dando suporte, atendendo, conversando, ouvindo gritos e tudo mais.


Mas como se fideliza um funcionário?

Existem dezenas de práticas que podem ser feitas para isso. Algumas dessas práticas são bem simples, outras bem difíceis, mas quanto mais dessas coisas forem feitas, maiores são as chances de os funcionários amarem sua empresa. Algumas dessas práticas:

  • pagar salários dignos.

  • Fornecer treinamento interno e externo.

  • Levá-los a eventos importantes.

  • Ouvir o que ele tem a dizer e pedir sua opinião.

  • Sempre fazê-lo se sentir parte da empresa.

  • Sempre mostrar o quanto ele é importante para a empresa.

  • Saber o momento de chamar a atenção e saber o momento de agradecer.

  • Fazer reuniões informais fora da empresa, para se divertir, conversar, etc

Se eu continuar falando o restante, esse artigo não termina nunca, mas para que você mesmo identifique novos itens importantes da lista, faça um simples exercício. Se imagine no lugar de seu funcionário. O que te motivaria a ir trabalhar todos os dias naquela empresa e estar feliz por fazer isso?

Pense em só mais uma coisa, as pessoas procuram muito mais do que apenas dinheiro. Elas querem ter auto-satisfação, reconhecimento, crescimento profissional e pessoal, dentre outras coisas, que apenas o dinheiro não compra.

Poucas empresas do APL-TI realmente participam dele


Olá pessoal,

Essa é a minha primeira postagem aqui no meu blog. Muito obrigado por estar lendo ele. Mas vamos ao que interessa.

O Apl de TI (Tecnologia da informação) do estado de Alagoas foi criado a vários anos, reunindo empresas de vários segmentos da área de TI. Os segmentos são divididos em:

* Software, hardware, Internet, Serviços e Ensino.

Atualmente o APL conta com a participação de aproximadamente 100 empresas. Porém, o que vejo é que muitas dessas empresas não participam realmente do APL. Apenas se inscrevem e o abandonam.

Isso fica bem claro em algumas situações. Por exemplo, desde o mês de março de 2008, estão havendo vários cursos interessantíssimos no Sebrae, subisidiados em parte pelo Sebrae, de modo que eles fiquem 60% mais baratos (chegando até a R$35,00). Alguns destes cursos foram:

* Gestão de pessoas.
* Atendimento ao cliente.
* como vender para o governo.
* Como vender mais e melhor.
* desenvolvimento de equipes.

Participei de alguns desses cursos e amei cada um deles. As experiências trocadas, os contatos feitos com outros integrantes do APL, foram muito bons. Porém o número de participantes presentes nos cursos era algo que me deixou uma dúvida.

"Como é que um APL com 100 empresas, conseguiu reunir apenas umas 10, num único curso, mesmo este sendo tão barato?"

As empresas do APL não estão sabendo aproveitar essa excelente oportunidade que é o APL de TI. A quantidade de coisas que o APL faz, mesmo tendo tanta desunião é algo muito interesssante. Imagine se as empresas se unissem e fizessem parcerias de cooperação sólidas. Alguns dos feitos do APL de TI:

* Redução do ICMS antecipado de 10% para 7%.
* criação do catálogo do APL-TI, para uma melhor divulgação das empresas.
* Fornecimento de treinamento a baixo custo aos empresários.
* Parcerias com várias instituições de ensino, como UFAL, FAT, entre outras, para beneficiar empresas do APL.
* Articulação para a criação do Pólo de TI de Alagoas.
* entre outras, que não lembro neste momento.

No momento em que as empresas de TI se juntarem de verdade, acredito que o setor de TI de Alagoas vai crescer muito e poderá se tornar bastante competitivo em relação aos demais estados. Enquanto as empresas continuarem se achando auto-suficientes, a coisa vai caminhar, mas a passos lentos.

Nem todas as empresas se enquadram nesse contexto citado. Felizmente há excessões e fico feliz com isso. Há várias empresas que querem crescer e se esforçam bastante para isso.

um abraço