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domingo, 21 de junho de 2009

A analogia da caverna escura


Sempre quando estamos em busca de algo muito difícil de alcançar e que exige que caminhemos por lugares onde nunca fomos antes, temos de passar por situações muito difíceis.

Essa situação é como se alguém estivesse andando numa caverna totalmente escura, em busca de algo lá dentro, que é o seu sonho encontrar. Ele começa a andar, sem saber o que vem pela frente, seguindo com um pouco de medo e com muita empolgação.

Em algum momento caminhando, de repente, PAAA!!! meteu a cabeça em alguma coisa na sua frente. A dor da pancada é imensa, fazendo com que a pessoa fique parada pensando no que fez de errado. Daí pensa num modo de caminhar para não mais bater a cabeça. Assim ele começa a usar as mãos para identificar quando tem um objeto na altura da cabeça, não mais batendo com a cabeça.

Com o tempo ele vai andando, andando e de repente, PAAA!!! esbarrou em algo no chão, que o fez cair e se machucar muito, batendo o queixo no chão, perdendo dois dentes e se ralando todo. Ele não imaginava que isso fosse acontecer. Com isso, ele espera um tempo se recuperando, sente vontade de desistir, pensa bem e não faz isso. Pensa numa nova estratégia para caminhar identificando alguma coisa que esteja na parte alta e baixa, não mais batendo com a cabeça, nem tropeçando. Ele continua andando...

Depois de um tempo andando, de repente, AAAAIIIII!!!!!, alguma coisa bem pontuda fura o pé dele e entra, provocando muita dor. É tão grande a dor, que ele não pode se levantar no momento. Ele não imaginou que isso pudesse acontecer. Ele grita de dor ali sozinho e não tem ninguém para ajudar. Ele retira aquele objeto do pé e começa a gemer muito de dor. De repente ele pensa "chega!! não aguento mais isso, vou desistir!!". Então ele sente uma enorme vontade de desistir, pois está se machucando demais para alcançar o seu objetivo. Ele está com um "galo" grande na cabeça, sem dois dentes e mancando bem lentamente devido ao machucado no seu pé.

Tudo está a favor da sua desistência. Tudo dentro dele pede para ele desistir. Ele não aguenta mais tanto sofrimento para chegar aonde ele quer. Ele pensa:

"devia ter escolhido o mesmo caminho que os meus amigos, que escolheram o caminho mais fácil e hoje estão muito bem. Para que eu quiz escolher um caminho tão difícil, por que? por que?"

Ao se fazer essa pergunta, ele para para pensar:

"Eu não me interesso pelo que tem no caminho mais fácil, para mim o que iria alcançar através dele não tem importância para mim. Aquilo que quero está no fim do caminho mais difícil e eu só me sentiria realmente bem se alcançasse o que tem no fim dele."

Daí ele começa a lembrar da importância daquela jornada para ele. Para os outros, aquele objetivo não vale nada, não tem importãncia alguma, mas para ele tem. Para ele, aquilo é de extrema importância e qualquer esforço que ele fizesse valeria a pena, pois ele se sentiria totalmente realizado como pessoa se conseguisse. Ele começa a lembrar do quanto sonhou com o momento em que atingiria o seu objetivo e o quanto aquilo era importante para ele

De repente, uma força sobrehumana começa a sair de dentro dele, fazendo com que aquelas dores não sejam mais tão fortes. Ele vê que as dores que está sentindo irão passar após alguns dias, mas a dor de não ter alcançado o seu sonho vai ficar por muitos anos ou talvez para sempre. Então ele se ergue com muito esforço e continua o seu caminho, mancando. Para ele, o seu objetivo está bem claro e ele só vai parar de andar quando tiver chegado lá.

Ele não sabe quais obstáculos virão, por quais perigos vai passar e nem quanto tempo mais terá de caminhar, mas ele decide continuar caminhando, caminhando e o que vier pela frente, ele vai encarar. Ele sente que está perto e a imagem do seu sonho anda todo dia ao seu lado.

O mesmo acontece muitas vezes em nossa vida. Caminhamos sem saber o que vem pela frente. Então caímos, levantamos, caímos e levantamos. Cada tombo não deve ficar marcado como um fracasso e sim como experiência. Como o Shankar da novela "Caminho das Índias" falou:

"Não diga: 'eu fracassei', diga: 'eu ainda não consegui'."

A história do personagem criado neste artigo, ficará sem um final. As escolhas que ele fará é que determinarão aonde ele chegará.

Essa história acontece de diferentes maneiras, em diferentes lugares, com diferentes pessoas no mundo. As regras do jogo da vida são sempre as mesmas, só o que muda são os jogadores.

um abraço e até a próxima

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

SAS, uma empresa à prova de crises internacionais


Oi Pessoal, há um mês atrás, vi uma matéria na Info, sobre uma empresa que realiza uma série de práticas diferentes daquelas que são feitas no mercado hoje em dia. Achei interessantíssima essa matéria e a um tempo já quero escrever sobre isso. Aproveitando a crise financeira internacional, esse é o melhor momento para conhecerem essa história.

Vou resumir a história e passar o link dela para vocês. A empresa americana “SAS” trabalha com desenvolvimento de sistemas, desde a década de 70. Ela chegou ao posto de maior empresa de capital privado do mundo.

O dono da empresa “Jim Goodnight” não pretende abrir capital na bolsa de valores, para que não tenha que lidar com investidores que só querem saber de lucro, dentre outros motivos. Eu antes não entendia isso, mas com a crise financeira atual, lembrei imediatamente dessa história. Para vocês terem uma idéia, empresas como o Yahoo, perderam muito do seu valor com a crise. O Yahoo, por exemplo, perdeu 8% de seu valor, num único dia. As ações do Yahoo passaram de trinta e poucos dólares, para uns treze dólares, em pouco mais de um mês.

Essa empresa também não terceiriza nenhum funcionário, para mantê-los bem motivados. Achei muito interessante isso, pois dá para se notar que funcionários terceirizados são apenas mão de obra descartáveis na maioria das empresas. Eles não são valorizados do mesmo modo que os funcionários contratados.

As outras empresas que tem o seu capital na bolsa de valores, devem estar morrendo de inveja dela agora.

Link da notícia

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/01092008-28.shl

sábado, 13 de setembro de 2008

Quem mexeu no meu queijo?


A parábola conta a história de quatro moradores de um labirinto, em busca de queijo. Dois deles são ratos (sem muita inteliência) e dois são duendes, que possuem o cérebro mais desenvolvido.

Um dia desses, meu irmão leu esta história e me mostrou. Esta história é muito interessante, para demonstrar como devemos reagir diante das mudanças que ocorrem em nossa vida. As mudanças podem vir a qualquer momento e temos de estar preparados para ela. Como nem todos terão tempo para ler a história, eu recomendo que vocês assistam a um vídeo no youtube, que resume esta história. Vale a pena dar uma olhada, recomendo bastante:


obs: eu não assisti o vídeo diretamente do youtube. Se esse vídeo estiver incompleto, me avisem que eu coloco o link correto.

parte 1: http://br.youtube.com/watch?v=2garWG_TV_c
parte 2: http://br.youtube.com/watch?v=VMM914mHqtI

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Conquistar um cliente é como conquistar uma namorada


Todo mundo deve saber o quanto é complicado para um homem conquistar uma garota e as mulheres devem saber como deve ser complicado conquistar um homem.

Pois é, eu usarei esta comparação para mostrar o por que a maioria das empresas não consegue conquistar clientes facilmente e por que é tão difícil fidelizar os mesmos.

Quando você conhece uma garota e se interessa por ela, a primeira coisa que você precisa fazer é conhecê-la melhor. Você precisa saber do que ela gosta, que lugares ela freqüenta, se já tem namorado, como é a sua personalidade e muitos outros dados. Com um cliente em potencial não é a mesma coisa?

De posse dessas informações, precisamos agora abordar a garota de alguma forma. Quando conseguirmos isso, podemos conhecê-la melhor ainda, podemos mostrar quem somos e fazer com que ela nos conheça melhor. Então temos de jogar todo o nosso charme e usar o nosso poder de sedução, discretamente, afim de conquistá-la.

Após conquistá-la, precisamos manter o gosto dela por nós, agradando de diversas formas: chamando para o cinema, dando algum presente, preparar um jantar para ela, ser romântico etc.

Caso não façamos essas coisas periodicamente, a namorada pode se interessar pelas propostas da concorrência (outros homens). Muitas vezes essa concorrência pode ser intensa e se não tomarmos cuidado, as propostas da concorrência podem se tornar mais agradáveis aos olhos dela. Mas se nós cuidarmos bem da nossa cliente, a concorrência nem existirá para ela e ela será fiel a nós.

Analise cada um desses pontos e veja se cada uma dessas comparações não se encaixa perfeitamente com a relação empresa/cliente.

Será que buscamos conhecer o cliente direito antes de contactá-lo? Será que fazemos alguma coisa para seduzí-lo? Será que estamos desgastando a nossa relação com o cliente? Será que a concorrência é tão cruel ou somos nós que nos acomodamos e não damos mais a mesma atenção que demos inicialmente ao nosso cliente?