quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Crescendo através de parcerias


Hoje em dia, o mercado está cada vez mais exigente. Os clientes querem muita qualidade, custando muito pouco e que o produto seja entregue o mais rápido possível.

Para empresas bem estabelecidas, bem estruturadas e com uma boa quantidade de funcionários, esse não é um problema tão grande assim. Porém, para quem está começando sozinho ou com alguns poucos funcionários e sem tanto dinheiro para investir, o problema se torna algo enorme.

Uma pessoa não pode ser especialista em muitas áreas. Geralmente alguém é especialista em uma única área, talvez duas e no máximo três. Uma empresa, quando possui alguns especialistas que se complementam, tem grandes chances de atender às necessidades do cliente. Mas será que quando começamos um novo negócio, temos condições de ter algum especialista na empresa? essa resposta varia de caso para caso, dependendo do custo dessa pessoa e dos recursos da empresa.

Muitos ao começar um negócio, já que não possuem o dinheiro para contratar alguém especializado em um certo serviço, resolvem unir-se ao mesmo como sócio nesse negócio. Porém, sociedade é uma coisa complicada demais para ser criada apenas pelo critério de habilidade.

Uma boa solução, talvez seja a criação de uma parceria com outra empresa. Esta outra empresa deverá prestar serviços complementares aos seus. Assim você não precisará ter um especialista na sua empresa, pois você já terá uma equipe especializada na outra empresa.

Atualmente, estamos estudando uma parceria com outra empresa especializada em artes visuais, pois nós criamos websites, mas não possuímos tanta habilidade na criação da aparência quanto eles, mas possuímos grande habilidade na criação de sistemas. Eles são bons na criação da interface, mas possuem pouca habilidade na criação de sistemas. Desse modo, podemos realizar trabalhos em conjunto, onde eles fazem a interface(aparência) do site e nós cuidamos da criação do sistema que roda por baixo dos panos. Assim podemos criar sites para os nossos clientes, com uma qualidade bem superior.

Analisando esse tipo de parceria, dá para perceber que nós iremos ganhar menos dinheiro por cada site. Mas em compensação, podemos ter muitas vantagens com essa parceria:

* Podemos entregar um site em menos tempo, pois só cuidaremos de uma parte do trabalho e não todo.

* O site terá mais qualidade, pois haverão especialistas nas duas áreas.

* Terei menos trabalho. Isto por que algo que eu criaria em uns 3 dias mechendo no Flash, a outra empresa poderia criar em 1 dia, por exemplo.

* Cada novo serviço prestado em conjunto, pode ser colocado no portifólio das duas empresas, o que é excelente para o crescimento de ambas.

Uma parceria pode ser a solução para ter um maior poder de concorrência no mercado e um bom caminho para crescer. Mas cuidado. Conheça bem a empresa com a qual você quer fazer a parceria e deixe bem claro a participação de cada um nessa parceria. Conversem sempre e haja sempre com honestidade nessa relação.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

É Natal!! alegria para alguns, tristeza para outros.


A época de Natal é muito boa para o comércio, as pessoas compram bastante e as lojas ficam quase todas, felizes e contentes.

Infelizmente para mim não foi assim. Como o público-alvo da Proativa Systems são empresas, as coisas não foram muito legais neste mês.

Nessa época as empresas gastam muito e por algum outro motivo deixam boa parte das compras só para depois do ano Novo. Liguei para várias empresas na tentativa de conseguir novos clientes. Queria ver se eu conseguia pelo menos uma empresa interessada em criar o seu web site, mas a resposta delas foi quase unânime.

"Nós queremos fazer um site, mas vamos deixar isso para janeiro ou fevereiro"

Muita coisa também entra de férias nesse fim de ano, impedindo que eu entre em contato.

Já houvi tanto isso, neste mês, que desanimei. Não consegui nenhum novo cliente no mês, o que nos levará a um prejuízo não muito legal. Por sorte ainda tínhamos projetos em desenvolvimento e que garantiram algum dinheirinho. Mesmo assim, mal deu para garatir o décimo segundo, quem dera, décimo terceiro.

Nem todo mês vai ser "de festas" e teremos que nos acostumar com isso. Nesse mês de janeiro teremos de dar tudo de nós para conseguir mais clientes, senão em cerca de dois meses nós não poderemos mais existir e teremos de fechar.

Seria uma pena ver este meu sonho parar. Se a empresa acabar, seria um impacto muito grande sobre mim, pois demoraria muito tempo para poder recomeçar novamente e dessa vez, certamente seria sem o auxílio da incubadora.

Mas eu não vou permitir que isso aconteça, nem que eu tenha de virar noites, nem que eu tenha de me alimentar mal, nem que eu tenha de trabalhar 14 horas por dia, mas eu não vou deixar que a Proativa se acabe, não sem que eu tenha me esforçado ao máximo.

Um dos meus maiores problemas é a minha pequena quantidade de contatos, o que me atrapalha bastante, pois tenho de chegar oferecendo os meus serviços sem ser indicado por ninguém e sem ninguém me conhecer por lá. Sei que é o único jeito, mas não é nada fácil conseguir clientes desse modo para produtos de alto valor, principalmente, por que não tenho idéia se ele quer ou não.

Outro grande problema é a falta de um produto pronto para lançar no mercado, onde eu não precisaria gastar 1 mês mechendo nele, para ganhar dinheiro, algo que o cliente pedisse, entrássemos num acordo e ele já começasse a usar. Resumindo, uma solução pronta de software. Andei pensando se seria melhor, tirar o próximo mês para me dedicar 100% ao sistema que estou desenvolvendo, para chegar em fevereiro com um produto no mercado. Caso eu não faça isso, só terei ele pronto em março ou abril e já era para termos um produto pronto a tempos atrás, mas só agora resolvi botar o desenvolvimento dele para frente.

Outro problema é a ausência do nosso site, que precisamos urgentemente. Senão ficaremos sempre em um estado de "casa de ferreiro, espeto de pau". Conversei uma vez com uma pessoa, dona de uma empresa de consultoria empresarial. Ele me disse:

"Passamos tanto tempo criando o planejamento estratégico dos outros que ficamos sem tempo para fazer o nosso."

O mesmo aconteceu conosco. Passamos tanto tempo fazendo os sites e sistemas dos outros que o nosso acabou ficando de lado. Estou pensando em fazer o site junto do sistema, neste mês de janeiro.

Mas essa é uma decisão muito arriscada, pois passaremos o mês em recesso, sem entrada de dinheiro e correndo o risco de não terminar essas duas tarefas até o fim de janeiro.

Não sei ainda que decisão vou tomar, só sei que do jeito como estou fazendo, não posso continuar fazendo. Tenho de mudar alguma coisa na empresa e tem de ser para já.

Acho que todo empresário seria capaz de escrever um livro, por que os desafios que temos de enfrentar, as vezes parecem uma história de filme rsrsrs. E são tantas histórias para contar e que vão se renovando a cada mês ou a cada quinzena...

É preciso muita determinação para trilhar esse caminho e, sem dúvida, a parte mais difícil é a de você lutar contra si mesmo, contra os seus medos, contra as suas vergonhas (perder a vergonha de fazer as coisas) e contra as coisas em sua personalidade que te impedem de fazer as coisas. Essa é a parte mais complicada.

Dominar a si mesmo é muito difícil e pode levar uma vida inteira. Vou encerrar esse artigo com uma frase que vi no filme "o mestre das armas", título original: Fearless.

"Aquele que domina os outros, torna-se temido. Aquele que domina a si próprio, torna-se destemido"
(não sei quem é o autor)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Terminamos 3 trabalhos!!




Nesta última semana, terminamos um projeto de construção de 3 websites. Foi um projeto complicado, pois os sites eram dinâmicos e não estáticos, ou seja, o próprio dono do site pode alterar o conteúdo do mesmo, não precisando de nós para isso.

O projeto foi bem sucedido. Vou mostrar os links para os 3 sites. Mas antes, observem que os sites estão quase sem conteúdo. Ele está assim, por que acabaram de ser lançados. Se puderem fazer comentários sobre a aparência dos mesmos, fiquem à vontade. Podem criticar ou elogiar.

INCUBAL: é a incubadora de empresas de Alagoas, localizada em Maceió, com foco em incubação de negócios de base tecnológica. Esta é a incubadora onde a minha empresa está incubada.

www.incubadora.ufal.br/incubal/

Núcleo Espaço Gente: É outra incubadora e Alagoas, localizada em Maceió, com foco em negócios tradicionais e sócio-culturais.

www.incubadora.ufal.br/espacogente/

Instituto do BambuO Instituto do Bambu é uma instituição de pesquisa sem fins lucrativos cuja missão é instigar o desenvolvimento regional tomando como foco as atividades envolvidas na cadeia produtiva do bambu, da pesquisa à aplicação prática, promovendo a inclusão social pela geração de emprego e renda.

A hora de saltar a próxima barreira


Nesta vida de empresário, enfrentamos muitos e muitos desafios. Segundo o meu amigo Laudímio, se as dificuldades aparecem é por que estamos indo no caminho certo.

São tantas as barreiras que nos são impostas e essas barreiras desafiam cada vez mais a nossa capacidade. Sempre que vemos uma nova barreira, temos de tomar uma decisão: não pular, tentar pular com tudo sem pensar, planejar bem antes de pular ou simplesmente ficar em pé diante dela, morrendo de medo.

Mais de uma vez já me ocorreu esta última opção. Eu estava caminhando, e de repente, surge do nada, aquela barreira enorme de vários metros, algo que desafiaria muito a minha inteligência e força de vontade. Até o momento saltei por quase todas essas altas barreiras que me foram impostas e isso me fez amadurecer muito como pessoa e como profissional.

Quando passamos por um estado de paralisia diante da barreira e depois conseguimos atravessá-la, nos sentimos mais fortes e mais confiantes. Mas uma coisa que não imaginamos que venha a acontecer de novo é ficarmos novamente parados diante da barreira imóveis, pois achavámos que esse problema já havia sido superado.

É uma sensação muito ruim ver o problema ali e nós ficarmos paralisados diante dele, com tanto medo de falharmos na solução que não começamos a agir. Temos tudo planejado, documentado e organizado. Mas alguma coisa falta para darmos o próximo passo.

Não sei se você que está lendo isso, já passou ou passa por isso no seu dia-a-dia, mas se você passa, deve saber como eu estava me sentindo.

É muito ruim você ver que precisa resolver isso, que tudo está em suas maõs, só você pode resolver isso e que se não resolver, coisas ruins acontecerão. Mesmo assim você ficar paralisado feito uma criança.

Eu fiquei assim por cerca de uma semana inteira, diante de um problema, mas depois decidi começar o meu plano para saltar essa barreira. Aos poucos estou executando ele, mas eu deveria estar executando mais rápido. Também não vou esperar que tudo mude da água para o vinho.

Olho para alguns dias atrás e vejo quanto tempo eu perdi com essa paralisia. O medo é uma coisa natural do ser-humano, mas se não for bem tratado, pode nos prejudicar muito.

Antigamente eu me consultava com uma psicóloga da UFAL, mas ela foi embora da UFAL e eu não quiz passar para outra psicóloga. Agora vejo que deveria ter procurado outro psicológo.

Muita gente pode achar que eu não deveria estar aqui descrevendo meus pontos fracos, pois isso poderia sujar a minha imagem e tudo mais, mas essa é uma forma que eu encontro de lidar com os meus pontos fracos, pois me leva a refletir sobre eles bastante. Você também deveria fazer isso, pensar bastante nas suas fraquesas e encontrar dentro de si mesmo, formas de superá-las.

Todos nós temos fraquesas, mas nem todos têm coragem de assumí-las. Exterminar uma fraquesa é uma luta constante que se enfrenta dia-a-dia.

Espero que, muito em breve, eu esteja com esse meu problema resolvido. Então contarei a todos que o resolvi e como o fiz. Então pessoal, até lá.

sábado, 29 de novembro de 2008

Pular fora ou continuar a idéia??


Aiaiai, estou num momento de indecisão muito grande, pois como citei no último post, estou com um projeto de criar um sistema, o qual enfrentará uma enorme concorrência, de sistemas do Brasil e de fora também.

Sei que as empresas que possuem um sistema desse tipo não tem como atender a todos os clientes, tanto que centenas de empresas por todo lugar não o usam, mas eu fico com medo de criar essa solução, pois eu gostaria de cobrar algo em torno de 30 a 60 reais mensais por cliente, mas cheguei a encontrar soluções na internet que simplesmente vendem uma solução completa dessas por miseráveis 150 reais. Eu achei um absurdo!!!

Quem esses malucos pensam que são??? como é que se pode se manter uma empresa de software, vendendo um sistema que empresas usarão, a 150 reais. Fico indignado quando vejo esse tipo de louco que desvaloriza completamente o seu trabalho e o valor do software. É por essas e outras que muitas vezes tentamos vender um sistema a alguma empresa, e só querem pagar uns 600 reais, por que uma empresa X ou Y de um certo estado vendeu a eles por esse preço.

Há alguns concorrentes que são mais inteligentes, que cobram pelo uso de um sistema, um valor pequeno X mensal e mantem o cliente por muito tempo. Já outros malucos, querem ganhar um dinheiro uma única vez e deixar o cliente para lá. O problema não é nem eles se ferrarem, o problema mesmo, é eles criarem uma cultura de desvalorização do software, impedindo que outros concorram de forma a se sustentar.

Vou consultar algumas pessoas para saber se vale a pena investir nisso, até por que mesmo eles fazendo esse tipo de coisa, eles não possuem todos os clientes, de todos os lugares e há muitos que precisam de uma solução dessas e não sabem quem oferece, nem quanto custa. Talvez esse desconhecimento por parte dos clientes seja uma grande arma a nosso favor, isto por que, se o cliente não conhece o concorrente, então ele "não existe".

Eu andei pensando, se não seria melhor criar uma versão menor desse projeto e tentar ganhar dinheiro com essa versão, para se ter uma idéia da aceitação do mercado. Aí, se eu visse que o mercado aceita esse tipo de solução e gostar dela, poderíamos continuar até o fim do projeto e continuar evoluindo ele depois. Isto por que o projeto completo iria durar 4 meses. Acho que é melhor criar algo mais simples em dois meses e tentar vender o serviços desse sistema a um preço baratinho e quando ele estiver completo, ofereço todo o serviço a um preço mais alto.

E agora leitores, o que eu faço?? Essa decisão vai influenciar muito na Proativa e se eu decidir colocar o projeto para frente e ele não der certo, vamos estar com problemas.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O que fazer quando a concorrência é pesada demais?


Este artigo é um pouco diferente dos outros, pois neste não estou dando dicas e sim, pedindo dicas ou desabafando, se preferir assim. Nós temos em mente um projeto grande. Nós já havíamos planejado como fazê-lo, já fizemos o Banco de dados e eu ia começar a fazer na semana que vém. Porém, para a minha infelicidade, não pesquisei a concorrência como deveria ter feito.

Quando pesquisei os possíveis concorrentes deste projeto, cheguei a uma enorme lista. Eu encontrei até algumas soluções que faziam algo semelhante ao que eu queria fazer, de graça, sem cobrar nada. Por enquanto só guardei a lista dos seus sites. Depois dou uma olhada com calma em cada um deles.

Estou vendo aqui, que se a concorrência for muito pesada, eu tô lascado. A menos que eu crie um grande diferencial para o meu sistema, ele será inviável, aí terei de desistir dele e começar alguma outra idéia do zero.

Neste caso não basta ser um diferencialzinho, tem de ser um diferencial que só exista em sistemas muito caros, não exista em algum deles ou não exista em nenhum deles.

Fiquei um pouco triste ao constatar isso. Espero que ainda haja algo a fazer com esse projeto, senão vou ter de partir para outra. Eu tava tão, mas tão empolgado em criar essa solução, que acabei esquecendo da principal coisa quando se pensa num novo projeto: Pesquisar a concorrência e criar um plano de negócio.

Se eu tiver de desistir do projeto, será melhor que seja antes de começar do que descobrir após dois meses, que ele é inviável. Mesmo assim... dá uma dor...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A velha frase "Segunda eu começo"


Em nossa vida, muitas vezes pensamos em fazer uma série de mudanças: Começar a fazer exercícios, fazer algum curso, iniciar uma dieta, iniciar um novo projeto pessoal, parar de beber ou fumar, aprender algo novo, etc.

Uma mudança se torna cada vez mais difícil de ocorrer, dependendo do nível da mesma. Quando uma mudança é muito brusca, muitas vezes relutamos muito em fazê-la e ficamos postergando o início da mesma. Olhe para você mesmo e seja sincero: Quantas coisas você, de alguns meses para cá, disse que ia começar a fazer e até hoje não moveu um dedo para isso? Muitas vezes, nos cansamos de ouvir de nós mesmos: “segunda eu começo”.

Aí passa segunda após segunda e nós, não começamos. Lembro que, há quase dois meses, eu ia começar a planejar a criação de um protótipo de um grande sistema, para ir até algum possível cliente e mostrá-lo. Mas no meio do caminho, veio pepino por cima de pepino para resolver, outros projetos eram mais urgentes e mais importantes e houve várias coisas que tiraram a minha atenção. Com isso, até hoje, nem toquei naquela idéia, por falta de tempo.

Se nós pararmos para pensar, nós nunca vamos ter tempo para nada, a não ser que nós queiramos. Uma amiga minha (Regina), uma vez me disse “tempo a gente não tem, a gente arruma”. E ela está certa mesma, assim como houve coisas que não fiz por falta de tempo, outras coisas que fiz, só consegui fazer por que eu me esforcei para alocar um tempinho para aquela atividade, de vez em quando, até que consegui, mesmo “sem ter tempo”.

Mas são tantos projetos na gaveta, tantas idéias, tantas coisas que gostaríamos de fazer. Seria tão bom se pudéssemos fazer tudo. Mas infelizmente temos de escolher somente um ou alguns. Temos de pegar um dos nossos projetos, tirar da gaveta, pôr em cima da mesa, e dizermos com muita força “Agora é a sua vez, desta vez não passa”. Após isso, planejamos com calma como faremos a tal atividade e iniciamos a mesma. Mas não invente a história de “segunda eu começo”, por que senão, vai ser difícil de começar, afinal, segunda-feira é o dia da preguiça não é? rsrs

Pobrezinha da minha segunda-feira, ela está tão lotada de coisas. Estou planejando reiniciar um sistema que começamos há um tempo e está parado. Preciso recomeçar meu TCC e preciso iniciar a criação do site da Proativa o quanto antes. Também planejo voltar a fazer exercícios e fazer um regime, pois estou me alimentando mal quase sempre e estou aumentando de peso todo mês. Pretendo também voltar a freqüentar as aulas de um curso que estou fazendo, sem faltar nenhum dia. Além disso, me esforçar sempre para dormir e acordar cedo, cumprindo com todas as tarefas diárias.

Sei que vai ser complicado fazer todas essas coisas ao mesmo tempo, dado que estou envolvido em outros projetos, tenho de correr atrás de clientes, estudar, pesquisar, etc. Para isso, precisarei organizar muito bem os meus horários, para dar conta de tudo e não ficar mais deixando coisas para depois. A rotina de empresário é muito corrida e é difícil se organizar, sem que tenha alguém pegando no seu pé. Mas nada que venhamos a fazer será fácil e toda caminhada começa com o primeiro passo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O primeiro aniversário da Proativa Systems


No começo deste mês, a minha empresa finalmente completou um ano de vida.

Alguns não acreditaram que nós chegaríamos até aqui. Outras pessoas nos deram muito apoio e foram fundamentais nessa nossa caminhada.

Estou muito feliz por conseguirmos superar este primeiro desafio: o de resistir ao primeiro ano da empresa. De acordo com as estatísticas, muitas empresas não chegam nem ao seu primeiro ano de vida. Sei que o que fizemos é pouco, mas toda pequena vitória deve ser sempre comemorada.

Resistir a esse primeiro ano foi um enorme desafio pessoal e profissional. Na minha opnião, foi mais pessoal do que profissional. Isto por que é muito mais difícil abrir um negócio com poucos recursos e sem mão de obra. Este tipo de desafio exige muita força de vontade e muito trabalho duro.

Não sei se vocês já assistiram o desenho Naruto. Gosto demais desse desenho. Eu me identifico demais com o personagem Naruto.

O Naruto é um desenho sobre ninjas. Os ninjas são sempre ensinados a usar mais a inteligência do que a força. Desse modo, os personagens “mais inteligentes” conseguem se sair de muitas dificuldades, sem precisar utilizar muito de sua força, através de boas estratégias. Porém quando há um desafio muito grande, eles não conseguem ultrapassá-lo e são derrotados. Já o Naruto é um personagem sem tanta inteligência, pouco estratégico, não muito estudioso, ou seja, o seu perfil vai contra aquilo que é ensinado aos ninjas. Mesmo assim, ele possui uma força de vontade e uma perseverança que ninguém tem. Assim, o Naruto consegue derrotar todos os grandes inimigos, pois ele não se imagina perdendo nunca, mesmo quando todos vêem que é impossível derrotar aquele inimigo, ele por não ser “tão inteligente”, simplesmente não chega a essa conclusão, não desiste e acaba vencendo. Interessante não é? Isto é semelhante a história do sapinho, que por ser o único surdo na corrida, é o único que consegue chegar ao fim dela.

Mesmo após um ano, não consegui ainda deixar minha empresa bem estável, mas vou conseguir isso em breve. Talvez não o tenha conseguido ainda, por ter demorado cerca de 5 meses para conseguir o meu primeiro cliente. Quando iniciei a Proativa, tinha saído de uma sociedade em outra micro empresa. Tive de iniciar tudo do zero, quase sem dinheiro, somente com minha própria mão de obra. Nos primeiros meses, levei muitos tropeços, cometi muitos erros e estive a ponto de desistir, porém não o fiz, graças ao apoio da minha namorada e de outras pessoas. Resolvi tentar por mais um mês, onde nesse mês eu daria tudo de mim para conseguir algum cliente e por a empresa para andar.

Assim, dando tudo de mim, consegui nosso primeiro cliente e após esse, consegui outros e aos poucos fui reunindo pessoas para trabalhar comigo. Ao todo, trabalhei com quatro pessoas neste ano, mas estou com apenas duas neste momento, o Laudímio e a Silvia, que estão me ajudando bastante e eu não estaria aqui, sem a ajuda deles. Finalmente com esses dois, sinto que a Proativa é agora uma ótima equipe e ainda estaremos juntos por muitos anos. Quem sabe daqui a uns 10 anos, a Proativa já será uma empresa bem consolidada e eu terei os dois ao meu lado, gereciando a empresa.

O crescimento pessoal que obtive nesse ano, é imensurável. Eu precisaria de outro post nesse blog, só para falar do quanto eu cresci como pessoa. Nunca enfrentei tantos desafios assim e apesar de ser muito cansativo e estressante, é gratificante demais quando você olha para trás e vê por tudo o que passou e ainda está de pé hoje. Tenho certeza de que todos que possuem a sua empresa com mais de um ano, tiveram de passar por muitos desafios e muitas renúncias em busca do seu sonho. Daqui para a frente, os desafios serão ainda maiores e só aumentarão ao longo do tempo. Nós saímos do maternal das empresas e agora vamos para o pré-escolar. Vamos ver o que a vida nos reserva para este novo ano.

Obrigado à minha família, por todo o apoio que tem me dado nesse último ano.

Obrigado à Jaqueline, por estar ao meu lado em todos os momentos, me apoiando, aconselhando, me dando forças.

Obrigado a Pauline, Adeilto, Janaína, Geraldinho, Tonholo e todos os que fazem parte da incubadora, por sempre me ajudarem nas necessidades da Proativa e pelo apoio oferecido.

Obrigado ao Laudímio e a Silvia por acreditarem na Proativa e estarem sempre comigo, mesmo nos momentos mais difíceis, até quando eu não podia pagar nada a eles. Obrigado ao Phillipe e ao William, pela contribuição que deram a Proativa, enquanto estavam conosco.

Se eu esqueci de alguém, peço desculpas, pois é muita gente para lembrar.

E por último, obrigado a todos os leitores desse blog, por estarem sempre aqui comigo, me ouvindo, compartilhando experiências, elogiando ou criticando o meu blog, nesse dois meses de existência. Certamente esse blog não existiria mais se tantas pessoas não o freqüentassem.


Um abraço a todos

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Como ser mais produtivo no dia-a-dia


Na correria dos dias de hoje, temos cada vez menos tempo para fazer nossas coisas. Para muitos, principalmente para quem tem o seu próprio negócio, até 12 horas de trabalho diário parecem insuficientes.

Cada caso é diferente, então as coisas que irei escrever podem não se encaixar em alguns casos, mas acredito que na maioria dos casos, essas dicas serão muito úteis.

Um dos costumes mais comuns de quem trabalha muito é ficar até altas horas trabalhando. Ficar até às 12h, 1h, 2h. Isto é muito comum entre aqueles que trabalham muito. Esse hábito permite que cumpramos todas as tarefas do dia, principalmente naqueles dias em que estivemos muito ocupados com algum curso que fizemos, alguma viagem ou outra coisa que tenha tomado muito do nosso tempo.

É muito bom colocar a cabeça no travesseiro a noite, com aquela sensação de dever cumprido, aquele sentimento de “trabalhei muito bem hoje, arrasei!!”. Mas no dia seguinte, após aquela longa noite de trabalho, até as 2 da manhã, acordamos acabados. Acordamos umas 9h ou 10h e mesmo assim estamos mortos de cansado. Você levanta as 9h, escova, lava o rosto, toma café numa moleza e quando vê o relógio já são 10h.

Então você liga o computador para começar o dia, olha sua caixa de e-mail, olha as tarefas do dia, vê a notícia da página inicial do seu site favorito de notícias e quando menos se espera já são umas 10:30. Então resta muito pouco da sua manhã e você agora só tem tempo de fazer uma ou duas tarefas. Além de já ser tarde, você está bem cansado por estar nessa rotina a uns 3 dias e faz o seu trabalho bem devagarzinho, sem tanta motivação.

Parece muito difícil de acreditar. Mas diferente do que a maioria pensa, dormir cedo é que dá uma maior produtividade. Se você vai dormir às 22h, você não está muito cansado, então poucas horas de sono são suficientes para se recuperar do cansaço, então você pode acordar até às 5 da manhã, se quiser e vai estar novo em folha. Se você iniciar às suas tarefas às 6h, você terá uma manhã com duração de 6h e estas horas serão bem produtivas, pois você não está cansado.

Se você decide dormir às 1 da manhã, você irá dormir com a mente muito cansada e por isso precisará de muitas horas de sono para se recuperar, você certamente acordará lá pelas 9h, no mínimo e iniciará suas tarefas às 10h. Se você perceber, fazendo isso, você só tem 5 horas de trabalho (3 a noite e 2 de manhã). Além de você ter menos horas de trabalho, você terá 5 horas pouco produtivas, pois das 11 às 1h da manhã, você estará cansado e das 10 às 12 da manhã, você estará também cansado. Esse cansaço será cumulativo se você fizer isso por vários dias e no fim de semana você estará esgotado.

Pois é pessoal, dormir bem faz muito bem à nossa saúde e ao nosso bolso também, pois para aqueles em que “tempo é dinheiro”, dá para perceber claramente que estaremos deixando de ganhar muito dinheiro trabalhando até tarde.

Estou fazendo essa mudança na minha vida e estou me sentindo muito bem. Todos os dias acordo bem, trabalho de forma bem produtiva e vou dormir muito contente por estar com minhas tarefas em dia.

E você? Está dormindo bem? Deixe seu comentário, se achar que tem algo de interessante a contribuir.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Minha própria crise econômica


OI Pessoal,

No momento estou um pouco ausente do blog. Não desisti dele, apenas estou correndo para garantir o pão de cada dia da empresa. Havia uma série de possibilidades de clientes a ir atrás, porém alguns não queriam o nosso serviço, outros queriam mas não podiam pagar, outros queriam mas não para agora e outros não disseram que sim, nem disseram que não.

Em face dessa situação, estou tendo de dar tudo de mim para virar esse jogo e conseguir novos clientes para minha empresa, seja para websites ou sistemas. por causa disso, fiquei sem cabeça para escrever novos artigos no blog.

Mas o quanto antes, vou escrever alguma novidade, para não deixá-lo as moscas. Gosto muito mesmo de escrever neste blog e não quero parar. Obrigado a cada um de vocês por continuar lendo o mesmo.

Não vou parar, afinal todas as empresas passam por dificuldades e isso não pode me impedir de escrever. Vou dar um jeitinho nas horas vagas (Isso não te pertence mais rsrs), se é que isso existe ainda rsrss.

Rezem por mim e pela Proativa Systems, só o que preciso neste momento é de força para aguentar o incrível esforço que terei de fazer para conseguir clientes neste mês. Tenho passado por dias bem cansativos, mas tenho certeza de que o meu esforço valerá apena.

um abraço

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

SAS, uma empresa à prova de crises internacionais


Oi Pessoal, há um mês atrás, vi uma matéria na Info, sobre uma empresa que realiza uma série de práticas diferentes daquelas que são feitas no mercado hoje em dia. Achei interessantíssima essa matéria e a um tempo já quero escrever sobre isso. Aproveitando a crise financeira internacional, esse é o melhor momento para conhecerem essa história.

Vou resumir a história e passar o link dela para vocês. A empresa americana “SAS” trabalha com desenvolvimento de sistemas, desde a década de 70. Ela chegou ao posto de maior empresa de capital privado do mundo.

O dono da empresa “Jim Goodnight” não pretende abrir capital na bolsa de valores, para que não tenha que lidar com investidores que só querem saber de lucro, dentre outros motivos. Eu antes não entendia isso, mas com a crise financeira atual, lembrei imediatamente dessa história. Para vocês terem uma idéia, empresas como o Yahoo, perderam muito do seu valor com a crise. O Yahoo, por exemplo, perdeu 8% de seu valor, num único dia. As ações do Yahoo passaram de trinta e poucos dólares, para uns treze dólares, em pouco mais de um mês.

Essa empresa também não terceiriza nenhum funcionário, para mantê-los bem motivados. Achei muito interessante isso, pois dá para se notar que funcionários terceirizados são apenas mão de obra descartáveis na maioria das empresas. Eles não são valorizados do mesmo modo que os funcionários contratados.

As outras empresas que tem o seu capital na bolsa de valores, devem estar morrendo de inveja dela agora.

Link da notícia

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/01092008-28.shl

domingo, 5 de outubro de 2008

Um grande problema da administração pública


Oi Pessoal,

Vou fazer apenas este post falando sobre administração pública. Sei que foge um pouco do foco deste blog, mas acho importante fazê-lo. Será só desta vez.

Hoje em dia, as críticas sobre as empresas públicas e órgãos do governo são enormes. Há grandes reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados e uma das frases mais ouvidas são "Reparticão pública não funciona".

Os funcionários públicos são os mais atingidos e recebem o estereótipo de preguiçosos, relaxados, etc. Porém se você analisar a coisa mais de perto, poderá ver que a culpa não é só deles.

Em muitas cidades e estados, ao invés dos prefeitos e governadores colocarem para serem secretários, pessoas daquela área específica, colocam amiguinhos deles. Aí o que acontece, a pessoa vai começar a aprender o que é aquela secretaria e vai começar a aprender sobre o setor.

É extremamente comum ver o secretário de assistência social não ser um assistente social, o secretário de ciência e tecnologia não ser dessa área e por aí vai. Em muitas cidades, os prefeitos põe o seu irmão ou irmã para ser seretário de alguma coisa.

O resultado disso é ter alguém que não sabe fazer a gestão daquele lugar e não consegue por as coisas para andar, aí os pobres funcionários não têm condições adequadas de trabalho e nem possuem uma boa estrutura para prestar os seus serviços.

No fim das contas só o funcionário paga por essa conta que foi feita por um monte de gente. Na época em que minha namorada estagiou na secretaria de assitência social da cidade onde moro, ela me contou que nada funcionava por lá, muitas vezes ela ia e não tinha o que fazer. O(a) secretário(a) de assistência social não era assistente social e fora outros vários problemas. Esse estágio dela pode ser muito bom para o curriculum, mas para a experiência profissional dela, na minha opnião, a única coisa que deu para aprender foi "qual tipo de ambiente ela não deveria trabalhar".

um abraço pessoal e desculpem se sai do foco do blog um pouco.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O que acontece quando uma empresa se acomoda


Muitas empresas, quando atingem certo patamar de faturamento ou certa fatia de mercado, chegam numa situação estável, onde elas conseguem pagar suas contas sem tanto sacrifício e manter-se sustentável.

Nesse período é comum, acontecer uma certa acomodação, ou seja, a empresa agora não passa mais dificuldade, aí os sócios não estão mais desesperados como antes, diminuem sua carga de trabalho e passam a dedicar mais tempo para outras coisas.

Dedicar um pouco de tempo a si mesmo não é nada ruim, ao contrário, faz muito bem, mas deve-se tomar cuidado, pois essa atitude pode tornar-se uma preguiça e ir prejudicando a empresa lentamente, podendo a mesma perder clientes ou deixar de ganhar alguns. Desse modo, aos poucos, a empresa vai voltando aos tempos de dificuldade, resultando na volta do desespero dos sócios.

Isso aconteceu comigo recentemente. Minha empresa estava com um faturamento de X por mês que já dava para pagar bem nossas contas, reservar um pouco e ainda por cima, esse faturamento estava assegurado por um certo período confortável. Vimos também, que o mercado daqui tem inúmeras oportunidades de ganhar dinheiro, seja com websites ou sistemas, foi daí que no inconsciente, veio aquele pensamento: “Estou ganhando bem, minha empresa está crescendo e tem muito mais mercado do que imaginei por aí”. Então ocorreu uma acomodação dos membros da empresa, que estava quase imperceptível.

Quando paramos para analisar o que estávamos fazendo, foi que percebemos que estávamos a quase 20 dias sem ir atrás de novos clientes e que nós tínhamos um certo período para conseguir uma certa quantidade de clientes ou iríamos nos prejudicar, pois ia faltar dinheiro para o mês seguinte e teríamos de gastar das reservas que juntamos com tanto sacrifício, por tantos meses.

Então traçamos o nosso plano de busca por clientes. Pus num papel todos os clientes que nós já tínhamos, aqueles que já tinham nos falado sobre alguma necessidade e aqueles que nós já havíamos identificado uma necessidade, mas ainda não havíamos ido atrás deles. Também inseri aqueles que nós fizemos alguma apresentação, mas ainda não haviam nos dado alguma resposta.

Resultado: a lista inicial resultou em mais de 10 possibilidades de conseguir clientes. Ao fazer algumas ligações e enviar alguns e-mails, vimos mais possibilidades ainda e a lista foi crescendo. Foi aí que percebemos: “realmente o mercado é grande, mas só para quem vai atrás dele”.

Então fomos atrás de várias dessas possibilidades. Algumas delas não deram resultado, outras deram resultado, outras talvez dêem resultado mais à frente. O importante é que saímos daquela acomodação momentânea e fomos para a luta. Agora estamos correndo bastante para que sempre consigamos mais clientes e mantenhamos os atuais satisfeitos. Com essa situação aprendemos uma ótima lição:

A empresa não pode se acomodar nunca, pois enquanto estamos caminhando devagar, os outros estão correndo. Se estivermos para trás, ficamos mais para trás. Se estamos na frente seremos ultrapassados. Conforme a empresa cresce, o importante não é trabalhar mais ou menos e sim com mais eficiência, aproveitando ao máximo o nosso tempo.

Temos de pensar que toda conquista nossa, tem um prazo de validade curto e antes que esse prazo se encerre já temos de conquistar algo novo, senão não teremos nenhum poder de competitividade e a concorrência nos devora.

Se alguém tiver algum comentário a fazer, este será muito bem vindo, seja nesta artigo ou em qualquer outro. Um abraço a todos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O cliente só quer preço? será?


Oi pessoal,

Após uma conversa com uma das leitoras deste blog, tive a idéia de procurar algo que a ajudasse, pois ela estava com um problema de alta concorrência e essa concorrência tinha o preço bem mais baixo que o dela.

Encontrei esses dias, um vídeo muito interessante. Nele, um dono de uma borracharia, que por sinal é um bom empreendedor, pois vi alguns vídeos de palestras dele.

Ele fala sobre a concorrência sobre o preço, principalmente sobre não ficarmos oferecendo apenas preço aos nossos clientes. Fala sobre a diferença entre custo e valor do produto. Fala sobre a diferenciação através de serviços, as consequências que o "vender barato" traz para a empresa, dentre outras coisas bem interessantes. Abaixo segue o link do vídeo:

Deixem seus comentários, sobre o que acharam, por favor. Podemos ter uma bela discussão sobre esse assunto.

http://br.youtube.com/watch?v=Om0lkD3x-OY

um abraço a todos

domingo, 21 de setembro de 2008

ATÉ ONDE IR NUMA NEGOCIAÇÃO


Uma negociação é algo muito complicado, pois envolve um conflito de interesses. Cada um dos lados tem uma proposta a fazer e quer obter o máximo de vantagens na negociação.

É muito importante, que aquele que vai vender, pense bem e se coloque no lugar daquele que vai comprar o seu produto, avaliando se ele terá condições de comprá-lo no preço e condições desejadas.

É muito comum, o cliente pechinchar, para conseguir baixar o preço ou para conseguir mais benefícios junto do produto. O vendedor tem de ter consciência dessa situação e planejar minuciosamente, até onde ele poderá ir.

O vendedor tem de pensar numa proposta, que agrade tanto ao cliente, quanto a ele mesmo. Se ele vender o produto em condições desfavoráveis ao cliente, é bem provável que o cliente não queira mais comprar do vendedor, futuramente. Uma negociação só foi bem sucedida, de verdade, se o cliente sair satisfeito ao final da negociação.

Mas cuidado, é extremamente importante que o cliente saia satisfeito, mas também é importante que você saia satisfeito após a venda. Você tem de vender um produto ou serviço, em condições que não prejudiquem a sua empresa, principalmente quando se irá prestar um serviço muito longo. Se você se der mal na negociação, ficará com um sentimento ruim por meses, pois trabalhará muito e receberá pouco por um longo tempo.

A alguns poucos dias, estava negociando com um cliente, sobre a criação de um sistema. Eu ofereci um certo valor pela criação do sistema e um outro valor pela manutenção. O cliente achou muito cara a manutenção cobrada, depois disse que não iria querer manutenção, ou seja, nem quis negociar o preço da manutenção. Foi aí que a negociação ficou ruim para mim, pois já estava vendendo o sistema a um preço bem abaixo do mercado e ainda por cima, seria sem manutenção posterior. Foi aí que fiquei numa grande desmotivação em vender este serviço, pois não me traria retorno a médio e longo prazo. No fim, nada ficou acertado. O cliente disse que iria conversar com outra pessoa que também tinha oferecido este serviço e depois entrava em contato comigo.

Após sair da negociação, percebi que o problema não estava no valor cobrado pela manutenção. O problema é que eu não soube vender o sistema corretamente. Normalmente, planejo minuciosamente cada mínimo detalhe da reunião da negociação, porém desta vez não o fiz. Passei uma semana meio desmotivadora e acabei não planejando bem a minha apresentação. Poucos minutos depois da reunião, percebi muitas coisas que eu deveria ter dito, sobre a importância dessa manutenção e o ganho que o cliente teria com isso e como valor da manutenção seria facilmente recuperado com o aumento no lucro que o sistema iria proporcionar.

Para não ficar com a consciência pesada, decidi enviar mais uma proposta ao cliente (dessa vez por e-mail), oferecendo condições diferentes das estabelecidas na reunião. Falei com total sinceridade, sobre os motivos de não poder ceder além daquilo e espero que eu consiga conquistar mais esse cliente.

Numa negociação tenha sempre em mente essas duas coisas:

  • Tenha respeito pelo cliente e pelo bolso dele.

  • Tenha respeito pela sua empresa e não desvalorize o seu trabalho e seu esforço.


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O problema não é meu...


Encontrei esse vídeo bem interessante sobre trabalho em equipe. O mesmo mostra uma situação que acontece bastante hoje nas empresas e também em nossas vidas.

Um problema ocorre, mas é bem pequeno. Ninguém decide resolvê-lo por que é bem pequeno e ninguém tem a responsabilidade sobre aquele tipo de problema. Assim, o problema fica maior e maior, até que chega a um ponto quase incontrolável, então vc terá de ver o final dessa história no vídeo abaixo e verá que essa situação ocorre com frequência na via de cada um de nós.

Não é problema meu

O organograma ideal para as empresas


Há muitos e muitos anos, o mesmo modelo de organograma é usado pelas empresas. Esse organograma até hoje ainda é muito usado. Porém, vem surgindo um novo conceito de organograma, que não é voltado para a hierarquia da empresa e sim, para o cliente.

O organograma tradicional tem, em geral, o presidente da empresa no topo, depois vem o vice-presidente, depois os gerentes, sub-gerentes, depois o restante dos funcionários de cada departamento. Todos já devem ter visto isso.

Aprendi num dos cursos que fiz no Sebrae, que esse organograma não é o mais adequado, pois o mesmo é voltado apenas para dentro da empresa e o cliente nem é lembrado.

A figura do dono do negócio aparece como a mais importante na organização e conforme a pirâmide desce, vê-se claramente que os outros integrantes da empresa não têm muita importância.

Na minha opinião, esse organograma ainda é muito usado, por desconhecimento da existência de outros e também porque ele apresenta quem tem mais poder dentro da empresa (e as pessoas amam o poder).

Um novo modelo de organograma mais interessante, é o da imagem apresentada neste artigo:

Como podemos ver na figura, nesse organograma, o cliente tem o maior destaque e toda a estrutura da empresa está voltada para atendê-lo e isso é o que deveria ser feio, na minha opinião. Esse organograma não procura mostrar se um cargo é mais importante que o outro. Ao invés disso, ele demonstra qual a posição de cada jogador no time (empresa) que está jogando no campeonato (mercado) para vencer a partida onde se busca conquistar novos clientes e manter os antigos.

Apesar do organograma estar incompleto, dá para perceber que a estrutura da empresa está agora posicionada para o lado externo, como um time que tem o mesmo objetivo e não uma estrutura centrada em si mesma.

Dá para notar também, a importância que deve ser dada para os funcionários mais próximos do cliente, principalmente aqueles que têm contato direto com ele, como os vendedores, por exemplo. Pois esses funcionários serão boa parte da imagem da empresa para os clientes.

Alguns devem se perguntar: “mas o organograma é só um desenho, por que eu deveria me preocupar tanto com ele”. Realmente o organograma é apenas um desenho, mas é um desenho que diz muita coisa sobre o que a empresa é. O organograma tradicional serve apenas para que as pessoas na empresa saibam quem manda em quem, na minha opinião. Já esse modelo mais “moderno” deixa claro para todos, que aquele que mais influencia a empresa é o cliente e que todas as suas ações são voltadas para ele.

Andei pesquisando e vi que várias empresas já estão adotando esse novo modelo de organograma. Ao alterar seu organograma (ou fluxograma, não sei o nome correto) e fazendo com que ele seja voltado para o cliente, a empresa não está apenas mudando um desenho e sim, fazendo um novo mapeamento de sua estrutura interna. Dessa forma, a empresa pode ver qual a melhor forma de se organizar internamente, para que melhor possa servir a seus clientes.

Não adianta fazer um desenho do novo organograma e a empresa continuar do mesmo modo. O mais importante é mostrar que a empresa é voltada para o cliente, através de ações e não somente com palavras e desenhos. Os desenhos servem apenas como uma forma de organizar o planejamento de uma forma bem clara e fácil de entender.

sábado, 13 de setembro de 2008

Somos fruto das nossas escolhas

O vídeo abaixo, fala sobre as escolhas que fazemos em nossa vida e o que elas impactam na mesma. Ele foi feito pela cidade do cerebro: www.cidadedocerebro.com.br. É um vídeo motivacional. Vi ele pela primeira vez, numa palestra na feira do empreendedor aqui de Alagoas, em 2007.

http://br.youtube.com/watch?v=kcjvOpimRY4

Quem mexeu no meu queijo?


A parábola conta a história de quatro moradores de um labirinto, em busca de queijo. Dois deles são ratos (sem muita inteliência) e dois são duendes, que possuem o cérebro mais desenvolvido.

Um dia desses, meu irmão leu esta história e me mostrou. Esta história é muito interessante, para demonstrar como devemos reagir diante das mudanças que ocorrem em nossa vida. As mudanças podem vir a qualquer momento e temos de estar preparados para ela. Como nem todos terão tempo para ler a história, eu recomendo que vocês assistam a um vídeo no youtube, que resume esta história. Vale a pena dar uma olhada, recomendo bastante:


obs: eu não assisti o vídeo diretamente do youtube. Se esse vídeo estiver incompleto, me avisem que eu coloco o link correto.

parte 1: http://br.youtube.com/watch?v=2garWG_TV_c
parte 2: http://br.youtube.com/watch?v=VMM914mHqtI

domingo, 7 de setembro de 2008

VIDA DE EMPRESÁRIO É COMPLICADA


Muita gente tem o sonho de se tornar um empresário, por diversas razões: dinheiro, poder, status, chegar na hora em que quiser, não ter patrão, etc.

Para tornar-se um grande empresário, o caminho a ser percorrido é muito longo. Quando vêem alguns empresários de sucesso, muitas vezes, as pessoas acham que ele apenas botou um monte de dinheiro no negócio, trabalhou um pouco por dia e foi crescendo. Não é bem assim que as coisas acontecem.

Um empresário, na fase inicial de sua empresa, tem de ralar e ralar muuuuiito. Ele tem de trabalhar muito mais do que um empregado trabalha numa empresa qualquer. Enquanto um empregado trabalha suas 8 horas, o empresário tem de trabalhar suas 8 e quando vai para casa, continua trabalhando, pois não pode parar.

Ele não tem hora para chegar no trabalho, mas também não tem hora para sair. Não há ninguém o pressionando, para ele começar a trabalhar cedo, mas se ele não fizer isso sempre, ele dificilmente vai crescer.

O empresário tem de fazer muitas renúncias, na busca dos seus sonhos. Algumas delas:

* Ele não vai poder passar muito tempo com sua família.
* Ele não vai poder tirar férias longas.
* Não terá muito tempo para se divertir com amigos.
* Tem de trabalhar todos os dias em tempo praticamente integral.
* Não existirão mais os domingos e os feriados.

Para a maioria das pessoas, essas coisas citadas acima podem ser péssimas, mas a busca de um sonho requer muito esforço e força de vontade. Acho que em qualquer sonho que tenhamos, nós teremos de sacrificar algo para atingí-lo.

Já me perguntaram várias vezes: “como é que você pode gostar de uma vida dessas? Trabalhando todo dia, dia e noite, quase sem tempo para sair?”. Uma das melhores respostas que eu poderia dar é: “Essa é a vida que pedi a Deus”.

A vida de um empresário é cheia de desafios. Todos os dias aparece uma novidade, algo novo para fazer, algo a aprender, alguém para conhecer.

A minha vida toda eu achei minha vida muito monótona, era como se eu vivesse uma vida sem graça alguma. Apesar de não estar passando por algum problema grave, eu sempre sentia que faltava algo em minha vida. Me senti sempre rebaixado, inferiorizado, não me sentia útil. Eu sempre procurava encontrar algo em que eu fizesse alguma diferença, mas durante anos essa busca foi em vão.

Tudo mudou após me tornar um empresário, pois eu me senti útil e vi que a minha presença e o meu trabalho fazia e faz diferença onde eu estou. Apesar de todas as renúncias a serem feitas, o trabalho do empresário é tão prazeroso, que ele não o encara como trabalho. Uma vez, eu vi uma frase que dizia:

“Encontre algo que você realmente ame e você não irá trabalhar um único dia em sua vida”.

Muitas vezes reclamamos dessa vida e gostaríamos de ter um pouco mais de folga, mas na verdade isso é da boca para fora, pois quando o “vírus do empreendedorismo” entra de verdade em nossas veias, nos viciamos nessa vida e não queremos mais sair dela.

sábado, 6 de setembro de 2008

E Eu vos declaro: sócio 1 e sócio 2


A frase do título deste artigo lhe parece um pouco familiar? Mas o que casamento tem a ver com sociedade?

Se analisarmos bem o que é uma sociedade, veremos que ela é mesmo um casamento. Nós passaremos 8 ou mais horas por dia com esse sócio e apenas umas 4 horas com nossa família. É praticamente uma amante. E até uma amante tem de ser bem escolhida (espero que minha namorada não leia este artigo) rsrsrsrs. Brincadeiras a parte, vamos prosseguir.

Fora a convivência constante que já é algo bastante sério, ainda tem uma série de questões que precisam ser vistas:

* Visão de negócio.
* Sonhos e metas pessoais.
* Personalidade.
* Habilidades.
* Atitudes.


Visão de negócio: Se a pessoa que você escolher não tiver uma visão de negócio semelhante a sua, dificilmente essa parceria poderá dar certo. Imagine que você acha que o melhor é ter um foco de mercado e atuar somente com esse público e seu sócio acha que o melhor é atirar para todo lado sempre. Se ele não dá o braço a torcer, por mais que o tempo passe e não quer que o negócio seja do seu jeito, então você vai ter muita dor de cabeça com essa pessoa.

Imagine que você acha que os funcionários são somente mão de obra e só merecem receber um pequeno salário e nada mais, não importa o quanto produzam e não quer mudar de opinião por nada. Se o candidato a sócio, for alguém que tem respeito pelas pessoas e quiser valorizá-las mais, dando bônus e outros incentivos todo mês, então talvez essa pessoa não sirva para ser seu sócio. Toda vez que ele tentar propor algo que melhore a vida dos funcionários e diminua seu lucro, você não vai gostar, vai irritá-lo por se opor à idéia dele e os dois vão se odiar o longo do tempo.

Sonhos e metas pessoais: O seu sócio deverá ter objetivos de ganhos financeiros semelhantes aos seus. Já imaginou se para você o ganho mínimo de salário desejável é R$5000,00 e seu sócio acha que R$1.000,00 é o suficiente. Será que essa pessoa vai se dedicar ao seu negócio tanto quanto você? E se a meta dele é conquistar o mercado local e a sua é conquistar o mercado nacional?

Habilidades: É importantíssimo que seu sócio tenha habilidades complementares as suas. Por exemplo, é importante que um seja mais técnico e o outro mais interessado na administração, porém deve-se tomar cuidado com o nível de complementaridade. Se o candidato a sócio é apenas técnico e não gosta, nem se esforça para aprender algo da área administrativa, pode ser uma má opção tê-lo como sócio, até por que é comprovado que a parte de desenvolvimento dos produtos não corresponde a 10% do negócio e ter um sócio que só faz 10% do negócio, não é algo muito interessante.

Há várias outras coisas que necessitariam de uma análise, mas para encurtar a história, vou falar daquela que eu considero a mais importante.

Só escolha para ser seu sócio, alguém com grande vontade de crescer, alguém que você sabe que crescerá muito mais rápido com ele ao seu lado. Que essa pessoa seja alguém que lutará com unhas e dentes pelo seu negócio. O nível de maturidade no ramo é importante também, mas o item que considero o mais importante mesmo é a capacidade de aprender. Se essa pessoa gosta muito de aprender, se esforça ao máximo para adquirir uma nova habilidade e não fica com medo de qualquer pequena dificuldade, então essa pessoa talvez seja uma ótima candidata a vaga.

Mais uma coisa, não faça sociedade com alguém, apenas por que ele tem muito dinheiro, afinal, dinheiro para um empresário é como pincel e tintas para o pintor: Não servirão de nada se ele não souber usá-los de forma correta.

Esse artigo contém apenas dicas. Faça você mesmo a lista daquilo que você considera mais importante que o seu sócio tenha e após isso, comece a avaliar as vantagens e desvantagens em ter a pessoa desejada como sócio.

Ao escolher seu sócio, não escolha de qualquer modo, nem se apresse, lembre do quanto é difícil encontrar um bom cônjuge para casar. Encontrar o sócio é a mesma coisa, inclusive há um contrato de casamento, que se não for bem feito, poderá lhe prejudicar muito. Depois de casado, é muito difícil de se divorciar, até por que já foi construída uma bela casa, há vários filhos em jogo e repartir tudo isso de forma amigável depois é complicado mesmo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Por que muitas empresas escondem os contratos dos clientes?


Oi pessoal, este artigo é sobre um assunto que me deixa revoltado e com certeza deve deixar qualquer pessoa revoltada. Espero que você jamais faça isso com seus clientes.

Há uma prática no mercado, que eu acho muito suja com o consumidor: a ocultação do contrato. Mas o que é isso?

Algumas empresas fazem alguns contratos bem traiçoeiros com o seus clientes. Alguns têm multas abusivas, alguns dão pouco direito de defesa ao consumidor, dentre outras coisas.

Essas empresas escondem até o último momento o contrato do cliente, só mostrando o mesmo no ato da compra do produto ou serviço, quando muitas vezes este está com pressa e não lê o contrato direito. Você deve estar se perguntando: “mas é só eu pedir uma cópia do contrato antes e já fico sabendo de todas as condições”. Será que as coisas são assim mesmo? Nem sempre. Utilizarei nomes fictícios para não citar nomes de empresas.

Um dia desses fui na empresa X, que oferecia um ótimo serviço, chamado Y. Esse serviço era novo no estado de Alagoas e somente essa empresa fornecia esse serviço e ainda é a única que o fornece. Era a minha grande oportunidade. Fui o quanto antes atrás da empresa X para aderir ao serviço Y, já que ele atenderia a uma enorme necessidade minha.

Fui uma vez visitar a empresa, para saber de todas as condições ao aderir a este serviço. Eles só me passaram algumas coisas boca-a-boca e um papel manuscrito com as formas de pagamento. Pedi que me dessem uma cópia do contrato para que eu analisasse.

A atendente tentou me enrolar bastante até que ela cedeu e resolveu buscar o suposto contrato. Então, após alguns minutos chegou dois papéis em minhas mãos, que falavam com mais detalhes sobre o serviço e multas a pagar, porém aquele não era realmente o contrato e eu não sabia disso, pois não tinha, na época, muito entendimento sobre contratos. Mesmo eu tendo insistido bastante e mostrado que eu não compraria o serviço e assinaria um contrato de 12 meses, sem ver o contrato, eles me enrolaram ao máximo e no final, ainda me enganaram.

Um outro dia, fui para aderir ao tal serviço. Aí tive uma péssima surpresa. Somente de última hora é que eu tive contato com o contrato. Era um contrato com umas 4 páginas, com letras bem miudinhas, certamente feito assim de propósito, para que não leiamos ele.

Depois de ter assinado é que descobri um monte de coisas ruins sobre esse serviço e nenhum vendedor expõe essas coisas e até para achar essa informação tive de rodar 20 minutos no site da empresa, constatando que serviço não era tão bom quanto eu pensava.

Resultado: estou com uma dívida de mais de R$120,00 mensais, durante um ano, com um serviço que não era realmente aquilo que me venderam, com condições muito desfavoráveis a mim e totalmente favoráveis a eles. Em resumo, me lasquei.

Tenho um recado para você que é um empresário. Seja honesto com todos os seus clientes e siga as leis abaixo:

  • Não esconda jamais o contrato do seu cliente.

  • As coisas mais importantes do contrato devem ser explicados antes ao cliente.

  • Forneça uma cópia do mesmo, antes de ele assinar, para que ele leve para casa e revise.

Se você não fizer estas coisas, as chances de você ganhar mais um cliente insatisfeito serão enormes. Sua empresa não pode pensar apenas em ganhar o cliente agora, ela tem de pensar em mantê-lo como cliente para todo o sempre e para isso, você tem de tratá-lo como aquilo que ele deveria ser: a pessoa mais importante da sua empresa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Por que o empresário é tão mal visto por todos?


Após me tornar um empresário, percebi que as pessoas em geral, têm uma péssima imagem a respeito dos empresários.

Eles são vistos como: pessoas que não trabalham, exploradores, cruéis, dentre outras coisas. É uma pena que as pessoas ainda tenham essa visão a respeito dos empresários. Mas será que elas estão certas ou erradas em achar isso? Vamos analisar essa questão:

A maioria das pessoas não pensam por si próprias e não tentam enxergar um modo de fazer as coisas diferente do que os outros já fazem. Por uma certa preguiça de pensar, elas simplesmente agem da mesma forma que os outros, achando que é o jeito certo de agir. Isso aconteceu bastante com as pessoas que se tornaram empresários no passado e com muitos que se tornam empresários hoje em dia, que preferem simplesmente agir do modo “tradicional”.

Infelizmente, a tradição da maioria dos empresários, ainda é a da exploração mesmo. São tantas coisas ruins que eles fazem, que ficamos de boca aberta:

* pagam um péssimo salário, mesmo podendo pagar mais.
* Tratam os funcionários como se eles fossem inferiores.
* Não oferecem treinamento aos funcionários.
* Tratam eles como se fossem apenas mão de obra.
* Gritam e alguns até xingam.
* Não oferecem um bom ambiente de trabalho e nem condições adequadas de trabalho.
* Lucram muito e não dividem um centavo com aqueles que suaram tanto para ajudar a empresa a ter esse lucro.
* Dentre muitas outras coisas.

Quando vejo os marxistas de Plantão, por um lado até entendo o por que de eles falarem tão mal dos empresários. A quantidade de empresários que possuem uma imagem ruim é umas 10 vezes maior do que a quantidade de empresários que possuem uma boa imagem. Isso é como na política. Acredito que haja alguns senadores e deputados federais honestos e decentes, mas a mídia não os mostra, pois dá mais audiência mostrar o que o mundo tem de ruim, do que mostrar o que o mundo tem de bom. Mas essa já é outra história.

Felizmente, cada vez mais estão aparecendo bons empresários, que tratam seus funcionários como gente, oferecem condições dignas de trabalho e valorizam o seu trabalho. Pouca gente vê isso, somente aqueles que acompanham de perto as notícias sobre eles. Tento ao máximo no meu dia-a-dia ser um empresário deste tipo. Acredito que desse modo poderei ir sossegado e feliz para a minha empresa todos os dias, sabendo que os integrantes dela não ficarão com ódio, cada vez que olharem para mim.

Se você é um(a) empresário(a) hoje, pense muito bem no modo como você quer ser visto pelo mundo. Se você quer ser visto como uma grande pessoa, capaz de realizar grandes coisas ou simplesmente mais um “burguês explorador capitalista”. Algumas pessoas não se importam em ser mal vistas pelo resto do mundo, mas eu me importo e por isso não quero ser visto dessa forma. Se você é como eu, então pense bem nas suas atitudes diante das pessoas que lhe ajudam a crescer. Se você ainda não é um empresário, mas gerencia pessoas, no seu dia-a-dia, pense nisso também. Mas se você não se enquadra em nenhum desses casos, obrigado mesmo assim por ter lido esse artigo até aqui.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Conquistar um cliente é como conquistar uma namorada


Todo mundo deve saber o quanto é complicado para um homem conquistar uma garota e as mulheres devem saber como deve ser complicado conquistar um homem.

Pois é, eu usarei esta comparação para mostrar o por que a maioria das empresas não consegue conquistar clientes facilmente e por que é tão difícil fidelizar os mesmos.

Quando você conhece uma garota e se interessa por ela, a primeira coisa que você precisa fazer é conhecê-la melhor. Você precisa saber do que ela gosta, que lugares ela freqüenta, se já tem namorado, como é a sua personalidade e muitos outros dados. Com um cliente em potencial não é a mesma coisa?

De posse dessas informações, precisamos agora abordar a garota de alguma forma. Quando conseguirmos isso, podemos conhecê-la melhor ainda, podemos mostrar quem somos e fazer com que ela nos conheça melhor. Então temos de jogar todo o nosso charme e usar o nosso poder de sedução, discretamente, afim de conquistá-la.

Após conquistá-la, precisamos manter o gosto dela por nós, agradando de diversas formas: chamando para o cinema, dando algum presente, preparar um jantar para ela, ser romântico etc.

Caso não façamos essas coisas periodicamente, a namorada pode se interessar pelas propostas da concorrência (outros homens). Muitas vezes essa concorrência pode ser intensa e se não tomarmos cuidado, as propostas da concorrência podem se tornar mais agradáveis aos olhos dela. Mas se nós cuidarmos bem da nossa cliente, a concorrência nem existirá para ela e ela será fiel a nós.

Analise cada um desses pontos e veja se cada uma dessas comparações não se encaixa perfeitamente com a relação empresa/cliente.

Será que buscamos conhecer o cliente direito antes de contactá-lo? Será que fazemos alguma coisa para seduzí-lo? Será que estamos desgastando a nossa relação com o cliente? Será que a concorrência é tão cruel ou somos nós que nos acomodamos e não damos mais a mesma atenção que demos inicialmente ao nosso cliente?

Fidelizar os funcionários? o que é isso?


Cada vez mais as empresas estão querendo fidelizar os seus clientes, inovando em seus serviços. Hoje elas estão oferecendo melhor atendimento, melhor suporte, entrega a domicílio e uma série de coisas para agradar cada vez mais o cliente e torná-lo fiel à empresa.

Porém algumas dessas empresas não conseguem fazer essa fidelização dos seus clientes externos, por um simples fato: elas não fidelizam os clientes internos. Mas quem são esses clientes internos?

Os funcionários são os clientes internos da empresa. Como é possível fornecer um bom atendimento ao cliente, se o atendente for mal tratado pelos gerentes. Como um entregador vai se preocupar em entregar um produto mais rápido, se não recebe um centavo a mais por isso. Como a empresa vai oferecer um bom suporte aos clientes, se os funcionários deste setor não tiverem boas condições de trabalho. Enfim, antes de fidelizar os clientes, é necessário fidelizar os funcionários, pois serão eles que entrarão em contato direto com o cliente, entregando, dando suporte, atendendo, conversando, ouvindo gritos e tudo mais.


Mas como se fideliza um funcionário?

Existem dezenas de práticas que podem ser feitas para isso. Algumas dessas práticas são bem simples, outras bem difíceis, mas quanto mais dessas coisas forem feitas, maiores são as chances de os funcionários amarem sua empresa. Algumas dessas práticas:

  • pagar salários dignos.

  • Fornecer treinamento interno e externo.

  • Levá-los a eventos importantes.

  • Ouvir o que ele tem a dizer e pedir sua opinião.

  • Sempre fazê-lo se sentir parte da empresa.

  • Sempre mostrar o quanto ele é importante para a empresa.

  • Saber o momento de chamar a atenção e saber o momento de agradecer.

  • Fazer reuniões informais fora da empresa, para se divertir, conversar, etc

Se eu continuar falando o restante, esse artigo não termina nunca, mas para que você mesmo identifique novos itens importantes da lista, faça um simples exercício. Se imagine no lugar de seu funcionário. O que te motivaria a ir trabalhar todos os dias naquela empresa e estar feliz por fazer isso?

Pense em só mais uma coisa, as pessoas procuram muito mais do que apenas dinheiro. Elas querem ter auto-satisfação, reconhecimento, crescimento profissional e pessoal, dentre outras coisas, que apenas o dinheiro não compra.

Poucas empresas do APL-TI realmente participam dele


Olá pessoal,

Essa é a minha primeira postagem aqui no meu blog. Muito obrigado por estar lendo ele. Mas vamos ao que interessa.

O Apl de TI (Tecnologia da informação) do estado de Alagoas foi criado a vários anos, reunindo empresas de vários segmentos da área de TI. Os segmentos são divididos em:

* Software, hardware, Internet, Serviços e Ensino.

Atualmente o APL conta com a participação de aproximadamente 100 empresas. Porém, o que vejo é que muitas dessas empresas não participam realmente do APL. Apenas se inscrevem e o abandonam.

Isso fica bem claro em algumas situações. Por exemplo, desde o mês de março de 2008, estão havendo vários cursos interessantíssimos no Sebrae, subisidiados em parte pelo Sebrae, de modo que eles fiquem 60% mais baratos (chegando até a R$35,00). Alguns destes cursos foram:

* Gestão de pessoas.
* Atendimento ao cliente.
* como vender para o governo.
* Como vender mais e melhor.
* desenvolvimento de equipes.

Participei de alguns desses cursos e amei cada um deles. As experiências trocadas, os contatos feitos com outros integrantes do APL, foram muito bons. Porém o número de participantes presentes nos cursos era algo que me deixou uma dúvida.

"Como é que um APL com 100 empresas, conseguiu reunir apenas umas 10, num único curso, mesmo este sendo tão barato?"

As empresas do APL não estão sabendo aproveitar essa excelente oportunidade que é o APL de TI. A quantidade de coisas que o APL faz, mesmo tendo tanta desunião é algo muito interesssante. Imagine se as empresas se unissem e fizessem parcerias de cooperação sólidas. Alguns dos feitos do APL de TI:

* Redução do ICMS antecipado de 10% para 7%.
* criação do catálogo do APL-TI, para uma melhor divulgação das empresas.
* Fornecimento de treinamento a baixo custo aos empresários.
* Parcerias com várias instituições de ensino, como UFAL, FAT, entre outras, para beneficiar empresas do APL.
* Articulação para a criação do Pólo de TI de Alagoas.
* entre outras, que não lembro neste momento.

No momento em que as empresas de TI se juntarem de verdade, acredito que o setor de TI de Alagoas vai crescer muito e poderá se tornar bastante competitivo em relação aos demais estados. Enquanto as empresas continuarem se achando auto-suficientes, a coisa vai caminhar, mas a passos lentos.

Nem todas as empresas se enquadram nesse contexto citado. Felizmente há excessões e fico feliz com isso. Há várias empresas que querem crescer e se esforçam bastante para isso.

um abraço