quarta-feira, 15 de outubro de 2008

SAS, uma empresa à prova de crises internacionais


Oi Pessoal, há um mês atrás, vi uma matéria na Info, sobre uma empresa que realiza uma série de práticas diferentes daquelas que são feitas no mercado hoje em dia. Achei interessantíssima essa matéria e a um tempo já quero escrever sobre isso. Aproveitando a crise financeira internacional, esse é o melhor momento para conhecerem essa história.

Vou resumir a história e passar o link dela para vocês. A empresa americana “SAS” trabalha com desenvolvimento de sistemas, desde a década de 70. Ela chegou ao posto de maior empresa de capital privado do mundo.

O dono da empresa “Jim Goodnight” não pretende abrir capital na bolsa de valores, para que não tenha que lidar com investidores que só querem saber de lucro, dentre outros motivos. Eu antes não entendia isso, mas com a crise financeira atual, lembrei imediatamente dessa história. Para vocês terem uma idéia, empresas como o Yahoo, perderam muito do seu valor com a crise. O Yahoo, por exemplo, perdeu 8% de seu valor, num único dia. As ações do Yahoo passaram de trinta e poucos dólares, para uns treze dólares, em pouco mais de um mês.

Essa empresa também não terceiriza nenhum funcionário, para mantê-los bem motivados. Achei muito interessante isso, pois dá para se notar que funcionários terceirizados são apenas mão de obra descartáveis na maioria das empresas. Eles não são valorizados do mesmo modo que os funcionários contratados.

As outras empresas que tem o seu capital na bolsa de valores, devem estar morrendo de inveja dela agora.

Link da notícia

http://info.abril.com.br/aberto/infonews/092008/01092008-28.shl

domingo, 5 de outubro de 2008

Um grande problema da administração pública


Oi Pessoal,

Vou fazer apenas este post falando sobre administração pública. Sei que foge um pouco do foco deste blog, mas acho importante fazê-lo. Será só desta vez.

Hoje em dia, as críticas sobre as empresas públicas e órgãos do governo são enormes. Há grandes reclamações sobre a qualidade dos serviços prestados e uma das frases mais ouvidas são "Reparticão pública não funciona".

Os funcionários públicos são os mais atingidos e recebem o estereótipo de preguiçosos, relaxados, etc. Porém se você analisar a coisa mais de perto, poderá ver que a culpa não é só deles.

Em muitas cidades e estados, ao invés dos prefeitos e governadores colocarem para serem secretários, pessoas daquela área específica, colocam amiguinhos deles. Aí o que acontece, a pessoa vai começar a aprender o que é aquela secretaria e vai começar a aprender sobre o setor.

É extremamente comum ver o secretário de assistência social não ser um assistente social, o secretário de ciência e tecnologia não ser dessa área e por aí vai. Em muitas cidades, os prefeitos põe o seu irmão ou irmã para ser seretário de alguma coisa.

O resultado disso é ter alguém que não sabe fazer a gestão daquele lugar e não consegue por as coisas para andar, aí os pobres funcionários não têm condições adequadas de trabalho e nem possuem uma boa estrutura para prestar os seus serviços.

No fim das contas só o funcionário paga por essa conta que foi feita por um monte de gente. Na época em que minha namorada estagiou na secretaria de assitência social da cidade onde moro, ela me contou que nada funcionava por lá, muitas vezes ela ia e não tinha o que fazer. O(a) secretário(a) de assistência social não era assistente social e fora outros vários problemas. Esse estágio dela pode ser muito bom para o curriculum, mas para a experiência profissional dela, na minha opnião, a única coisa que deu para aprender foi "qual tipo de ambiente ela não deveria trabalhar".

um abraço pessoal e desculpem se sai do foco do blog um pouco.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O que acontece quando uma empresa se acomoda


Muitas empresas, quando atingem certo patamar de faturamento ou certa fatia de mercado, chegam numa situação estável, onde elas conseguem pagar suas contas sem tanto sacrifício e manter-se sustentável.

Nesse período é comum, acontecer uma certa acomodação, ou seja, a empresa agora não passa mais dificuldade, aí os sócios não estão mais desesperados como antes, diminuem sua carga de trabalho e passam a dedicar mais tempo para outras coisas.

Dedicar um pouco de tempo a si mesmo não é nada ruim, ao contrário, faz muito bem, mas deve-se tomar cuidado, pois essa atitude pode tornar-se uma preguiça e ir prejudicando a empresa lentamente, podendo a mesma perder clientes ou deixar de ganhar alguns. Desse modo, aos poucos, a empresa vai voltando aos tempos de dificuldade, resultando na volta do desespero dos sócios.

Isso aconteceu comigo recentemente. Minha empresa estava com um faturamento de X por mês que já dava para pagar bem nossas contas, reservar um pouco e ainda por cima, esse faturamento estava assegurado por um certo período confortável. Vimos também, que o mercado daqui tem inúmeras oportunidades de ganhar dinheiro, seja com websites ou sistemas, foi daí que no inconsciente, veio aquele pensamento: “Estou ganhando bem, minha empresa está crescendo e tem muito mais mercado do que imaginei por aí”. Então ocorreu uma acomodação dos membros da empresa, que estava quase imperceptível.

Quando paramos para analisar o que estávamos fazendo, foi que percebemos que estávamos a quase 20 dias sem ir atrás de novos clientes e que nós tínhamos um certo período para conseguir uma certa quantidade de clientes ou iríamos nos prejudicar, pois ia faltar dinheiro para o mês seguinte e teríamos de gastar das reservas que juntamos com tanto sacrifício, por tantos meses.

Então traçamos o nosso plano de busca por clientes. Pus num papel todos os clientes que nós já tínhamos, aqueles que já tinham nos falado sobre alguma necessidade e aqueles que nós já havíamos identificado uma necessidade, mas ainda não havíamos ido atrás deles. Também inseri aqueles que nós fizemos alguma apresentação, mas ainda não haviam nos dado alguma resposta.

Resultado: a lista inicial resultou em mais de 10 possibilidades de conseguir clientes. Ao fazer algumas ligações e enviar alguns e-mails, vimos mais possibilidades ainda e a lista foi crescendo. Foi aí que percebemos: “realmente o mercado é grande, mas só para quem vai atrás dele”.

Então fomos atrás de várias dessas possibilidades. Algumas delas não deram resultado, outras deram resultado, outras talvez dêem resultado mais à frente. O importante é que saímos daquela acomodação momentânea e fomos para a luta. Agora estamos correndo bastante para que sempre consigamos mais clientes e mantenhamos os atuais satisfeitos. Com essa situação aprendemos uma ótima lição:

A empresa não pode se acomodar nunca, pois enquanto estamos caminhando devagar, os outros estão correndo. Se estivermos para trás, ficamos mais para trás. Se estamos na frente seremos ultrapassados. Conforme a empresa cresce, o importante não é trabalhar mais ou menos e sim com mais eficiência, aproveitando ao máximo o nosso tempo.

Temos de pensar que toda conquista nossa, tem um prazo de validade curto e antes que esse prazo se encerre já temos de conquistar algo novo, senão não teremos nenhum poder de competitividade e a concorrência nos devora.

Se alguém tiver algum comentário a fazer, este será muito bem vindo, seja nesta artigo ou em qualquer outro. Um abraço a todos.