Há muitos e muitos anos, o mesmo modelo de organograma é usado pelas empresas. Esse organograma até hoje ainda é muito usado. Porém, vem surgindo um novo conceito de organograma, que não é voltado para a hierarquia da empresa e sim, para o cliente.
O organograma tradicional tem, em geral, o presidente da empresa no topo, depois vem o vice-presidente, depois os gerentes, sub-gerentes, depois o restante dos funcionários de cada departamento. Todos já devem ter visto isso.
Aprendi num dos cursos que fiz no Sebrae, que esse organograma não é o mais adequado, pois o mesmo é voltado apenas para dentro da empresa e o cliente nem é lembrado.
A figura do dono do negócio aparece como a mais importante na organização e conforme a pirâmide desce, vê-se claramente que os outros integrantes da empresa não têm muita importância.
Na minha opinião, esse organograma ainda é muito usado, por desconhecimento da existência de outros e também porque ele apresenta quem tem mais poder dentro da empresa (e as pessoas amam o poder).
Um novo modelo de organograma mais interessante, é o da imagem apresentada neste artigo:
Como podemos ver na figura, nesse organograma, o cliente tem o maior destaque e toda a estrutura da empresa está voltada para atendê-lo e isso é o que deveria ser feio, na minha opinião. Esse organograma não procura mostrar se um cargo é mais importante que o outro. Ao invés disso, ele demonstra qual a posição de cada jogador no time (empresa) que está jogando no campeonato (mercado) para vencer a partida onde se busca conquistar novos clientes e manter os antigos.
Apesar do organograma estar incompleto, dá para perceber que a estrutura da empresa está agora posicionada para o lado externo, como um time que tem o mesmo objetivo e não uma estrutura centrada em si mesma.
Dá para notar também, a importância que deve ser dada para os funcionários mais próximos do cliente, principalmente aqueles que têm contato direto com ele, como os vendedores, por exemplo. Pois esses funcionários serão boa parte da imagem da empresa para os clientes.
Alguns devem se perguntar: “mas o organograma é só um desenho, por que eu deveria me preocupar tanto com ele”. Realmente o organograma é apenas um desenho, mas é um desenho que diz muita coisa sobre o que a empresa é. O organograma tradicional serve apenas para que as pessoas na empresa saibam quem manda em quem, na minha opinião. Já esse modelo mais “moderno” deixa claro para todos, que aquele que mais influencia a empresa é o cliente e que todas as suas ações são voltadas para ele.
Andei pesquisando e vi que várias empresas já estão adotando esse novo modelo de organograma. Ao alterar seu organograma (ou fluxograma, não sei o nome correto) e fazendo com que ele seja voltado para o cliente, a empresa não está apenas mudando um desenho e sim, fazendo um novo mapeamento de sua estrutura interna. Dessa forma, a empresa pode ver qual a melhor forma de se organizar internamente, para que melhor possa servir a seus clientes.
Não adianta fazer um desenho do novo organograma e a empresa continuar do mesmo modo. O mais importante é mostrar que a empresa é voltada para o cliente, através de ações e não somente com palavras e desenhos. Os desenhos servem apenas como uma forma de organizar o planejamento de uma forma bem clara e fácil de entender.

8 comentários:
adorei,muito original e verdadeiro...se todas as empresas pensassem assim,como se os clientes fossem os patroes muitas organizaçoes estariam em atividade ate hoje!
Não só estariam em atividade, como estariam crescendo muito.
Quem sustenta a empresa é o cliente. Todo o dinheiro que entra é o cliente que dá. Portanto o principal investidor da empresa é o cliente. Tudo o que a empresa fizer deverá ser voltado para o cliente, por que se não for assim, outro o fará e ganha a preferência.
Excelente abordagem.
O termo correcto é mesmo organograma (e não "organigrama" ou "fluxograma"). Fluxograma se refere a fluxos de informação e é um pouco mais complexo pois as "caixinhas" podem assumir formas diferentes conforme a função.
Achei muito interessante essa sua interpretação. Sou Professor Universitário e peço sua permissão para abordar esse assunto em sala de aula. Fazer com que os alunos conheçam os modelos teóricos e tradicionais, mais também enxerguem o que vivenciamos na prática e que no meu ponto de vista essa sua explanação cai muito bem. Obigado por essa contribuição e parabéns Fabiano.
Olá professor,
Pode abordar à vontade esse assunto. Esse é um tema muito importante e que poucos têm consciência disso. A base da idéia desse organograma não foi minha. Ouvi algo semelhante de um dos instrutores do Sebrae.
Juntei as informações que o instrutor me passou, com a minha opnião e criei o artigo. Fico feliz que tenha gostado.
um abraço
WALTEMIR F. GERALDO.
Encontrei o que procurava neste organograma e vou colocar em prática na empresa em que trabalho, achei maravilhoso, e concordo quem manda é o cliente, a tempos a piramide de Maslow foi invertida e agora as empresas estão adotando está visão.
O Organograma proposto pode ser considerado de uma empresa voltada para o mercado, ou seja, para o cliente. Lucro como finalidade já era. Agora a satisfação do cliente é que manda. É necessário também que todos os setores da empresa, os diretores e colaboradores, estejam voltados para os objetivos da empresa. Eu acrescentaria um setor pós venda, retornando a comunicação como feedback à gerência geral. Como administrador, gostei da materia.
WALTEMIR,
Que bom que você deseje colocar em prática esse organograma na empresa onde trabalha, mas alerto que não é nada fácil, pois o mais difícil será convencer os donos da empresa.
Nem todos são abertos a coisas inovadoras. Há empresas que até dizem que "o cliente vem em primeiro lugar", mas é apenas da boca para fora.
Anônimo 2,
Não é verdade isso -> "lucro como finalidade, já era".
O lucro sempre foi e sempre será a finalidade das empresas. O sistema capitalista é assim e sempre será.
A idéia da empresa voltada para o cliente é apenas uma forma extremamente eficiente de atingir o lucro.
É uma idéia muito boa, pois assim ganham os consumidores, a empresa lucra muito mais, os funcionários trabalham mais satisfeitos, etc.
Infelizmente são poquíssimas empresas que fazem isso (será que chega a 2%?). Espero que as coisas dêem uma melhorada nas próximas décadas.
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